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Projeto de REDD beneficiará mil famílias na Colômbia

Posted at 05/04/2011 | By : | Categories : Sustentável | Comentários desativados em Projeto de REDD beneficiará mil famílias na Colômbia

Projeto de REDD beneficiará mil famílias na Colômbia

Fonte: Maria Luz Ayala*, do Climate and Development Knowledge Network

As cerca de mil famílias da comunidade de Acandi, na Colômbia, devem estar nesse momento com os dedos cruzados esperando que tudo dê certo para a certificação do seu projeto de Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD) no padrão da Aliança CCB (Climate, Community and Biodiversity), pois entre as prováveis recompensas por conservarem a floresta estão: melhorias na educação e saúde, geração de empregos e ganhos financeiros diretos.

“A comunidade está muito motivada e tem grandes expectativas com relação à certificação. Queremos o quanto antes formar cooperativas e começar a trabalhar”, afirmou Everildys Córdoba Borja, líder comunitário de Acandi.

A idéia do projeto partiu do antropologista norte-americano Brodie Ferguson, que considerou que os recursos obtidos pela venda de créditos de carbono no mercado voluntário seriam a melhor maneira para preservar as florestas da Serrania del Darien. Se tudo der certo, Acandi poderá ser uma das primeiras comunidades colombianas a participar do REDD.

Ferguson frequenta a região desde 2005, quando realizava pesquisas para seu doutorado, e logo percebeu a importância de preservar as florestas e o modo de vida de seus habitantes tradicionais. Aproveitando que uma decisão da Corte Constitucional da Colômbia concedeu a essas pessoas o direito de propriedade das terras, o antropólogo ajudou a comunidade de Acandi, que queria se desenvolver sem ter que derrubar as árvores para cultivar óleo de palma ou criar gado, a elaborar um projeto de REDD.

“O mercado de carbono é uma oportunidade de gerar recursos para a comunidade ao mesmo tempo em que se preserva a floresta. O desmatamento em Acandi ainda não está em um nível crítico, mas em 50 anos toda essa região provavelmente estaria como a costa caribenha, onde apenas 10% das matas nativas originais ainda existem”, explicou Fergunson.

O projeto faz parte de uma iniciativa regional chamada de Corredor de Conservação Choco-Darien, que ao todo pretende preservar cinco milhões de hectares de florestas e prevenir a emissão de 20 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano.

Estilo de vida e Certificação

Trabalhando em conjunto com pesquisadores da Universidade Nacional da Colômbia e da Instituição Carnegie para a Ciência, da Universidade de Stanford, Ferguson começou a desenvolver o modelo econômico e social que seria a base para o projeto de REDD de Acandi.

Como antropólogo, o norte-americano se preocupou em não alterar o modo de vida tradicional da comunidade, ao invés disso ficou focado em tornar mais sustentável a exploração da madeira e criou planos de turismo ecológico orientados pelos próprios moradores.

Outras atividades envolvem ainda a criação de cooperativas para realizar o plantio de espécies nativas e comercializar os produtos da floresta, como o cacau.

“Temos muita esperança com o projeto, porque acreditamos que é a melhor maneira de desenvolver a economia da comunidade. Nós já temos a autonomia territorial, o que precisamos é de independência financeira para o nosso crescimento”, afirmou Córdoba.

O projeto está esperando a aprovação da Aliança CCB para depois buscar a validação no Verified Carbon Standard (VCS), indispensável para que os créditos possam ser vendidos ao mercado voluntário internacional.

Apesar do processo de certificação não estar ainda finalizado, a empresa criada para gerenciar a iniciativa Acandi, a Anthrotect Ltd, já está buscando companhias norte-americanas e governos internacionais que queiram comprar os créditos a partir de 2012.

“O projeto deve durar até 40 anos e o plano é que a comunidade assuma total controle dele em breve. Por isso, os moradores já estão sendo treinados para trabalhar com as questões administrativas e financeiras”, disse Ferguson.

As famílias esperam investir os recursos da venda dos créditos em cinco áreas: fortalecimento da governança local; promoção de projetos de geração de renda, como ecoturismo e cacau; monitoramento das florestas; reflorestamento com espécies nativas; e melhorias na exploração da madeira.

“Acreditamos que seremos um exemplo para outras comunidades por causa das atividades de conservação e restauração. Estamos dando um grande passo para frear a expansão da pecuária e de outras práticas que destroem a floresta”, concluiu Córdoba.

*Maria Luz Ayala é diretora e editora da Revista Ecoguia, baseada em Bogotá. Esta reportagem é parte de uma série apoiada pela Climate and Development Knowledge Network.

(Instituto CarbonoBrasil)

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