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Vazamento cria dúvidas sobre futuro da energia nuclear

Posted at 16/03/2011 | By : | Categories : Notícias | Comentários desativados em Vazamento cria dúvidas sobre futuro da energia nuclear

Vazamento cria dúvidas sobre futuro da energia nuclear

14/03/2011 – Autor: Fabiano Ávila – Fonte: Instituto CarbonoBrasil/Agências Internacionais

Tragédia na usina de Fukushima, no Japão, faz com que a sociedade civil peça a alteração dos planos de diversos países de expandir a geração nuclear de eletricidade, considerada por alguns como uma das soluções para frear o aquecimento global

A energia nuclear é vista por muitas nações como uma das apostas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa do setor elétrico e assim evitar os piores efeitos das mudanças climáticas. Por isso, com o crescimento da preocupação com o aquecimento global houve também o aumento no número de projetos de novos reatores. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) existem mais de 350 em andamento em todo mundo.

Porém, diante do terremoto seguido de um tsunami no Japão que provocou o vazamento de material radiotivo da usina de Fukushima nos últimos dias, uma nova onda de preocupação com o uso da energia nuclear vem ganhando força.

Grupos ambientalistas nos Estados Unidos, União Européia, Índia, China, Turquia e Indonésia estão pedindo a suspensão dos novos projetos de usinas nucleares e que sejam criados padrões mais rigorosos de segurança.

“As usinas japonesas eram consideradas resistentes a terremotos e as melhores do planeta para lidar com desastres, mas veja o que está acontecendo. Instalações em zonas com abalos sísmicos é uma temeridade”, afirmou Karuna Raina, do Greenpeace da Índia, que vem combatendo os planos do governo indiano de construir uma grande usina no estado de Maharashta. Entre 1985 e 2005 esse estado sofreu 91 tremores que chegaram até 6.3 de magnitude na escala Richter.

Atualmente 20% das 442 usinas nucleares em funcionamento estão em áreas de “significante” atividade sísmica, de acordo com dados da AIEA. O problema se agrava se forem levados em conta os novos projetos, que vão aumentar em muito as chances de que uma catástrofe natural cause vazamentos radioativos.

A Turquia, por exemplo, está planejando três usinas em Akkuyu, no mar Egeu, próximas à falha geológica de Ecemis. Em 1999 um terremoto matou quase de 20 mil pessoas na região.

Usinas nucleares geralmente são construídas para suportar terremotos de até 8,5 de magnitude, mas raramente leva em conta tsunamis. Em 2004, a onda que varreu o sudeste asiático provocou o fechamento de quatro instalações em Taiwan e afetou até a geração na costa oeste dos Estados Unidos.

Segurança

A preocupação da sociedade civil já afetou autoridades na Europa, onde o ministro de relações exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, afirmou em uma coletiva de imprensa que algumas das usinas mais antigas do país poderão ser paralisadas para a análise de suas medidas de segurança.

A declaração veio depois do anúncio da Suiça de suspender os planos para a construção de novas instalações até que todo o caso do vazamento no Japão seja estudado.

O comissário de Energia da União Européia, Guenther Oettinger, declarou que a responsabilidade pelas usinas é antes de tudo de cada uma das 14 nações européias que fazem uso delas. Mas não descartou que o bloco pode vir a recomendar mais controle e até o fechamento temporário das instalações.

“Se assumirmos a seriedade da tragédia no Japão e analisarmos que o vazamento pode ter alterado o que antes definíamos como ‘seguro’ em termos de energia nuclear, nada, nem mesmo o fechamento de usinas, pode ser descartado dos nossos planos”, disse Oettinger.

Para o presidente da General Eletric, Jeff Immelt, ainda é cedo para avaliar os impactos do vazamento radioativo na indústria de energia nuclear.

“Ainda estamos nos primeiros dias do caso. Tudo é muito recente para que se tire alguma conclusão sobre o futuro da energia nuclear. São quase 50 anos de utilização da eletricidade gerada por essas usinas, as pessoas devem olhar todo esse histórico antes de fazer julgamentos”, afirmou Immelt para a agência Reuters.

Esta também é a opinião da AIEA, que se manifestou atravéz de um porta-voz dizendo que ainda é prematuro adotar qualquer decisão de longo prazo. A agência acredita que o caso japonês ainda deve ser analisado antes que seja possível pensar em ações concretas.

Se ainda não é possível descrever os impactos para o futuro da energia nuclear, uma coisa certa é que o setor está muito mais vulnerável a críticas.

Um exemplo disso foram os 50 mil alemães que protestaram em Berlim neste fim de semana para pedir que o governo pare com a sua política de extender a vida dos reatores. Em 2010, a Alemanha decidiu extender por mais 12 anos a utilização dos reatores que deveriam ser aposentados.

Outra certeza é o ganho de força das fontes renováveis, como deixa claro a porta-voz do governo das Filipinas, Abigail Valte, que afirmou que não é hora de se pensar em usinas nucleares no país. “Fontes alternativas são menos polêmicas e não encontram tanta oposição. São tecnologias que agradam a todos”, concluiu.

Imagem: Explosão na usina nuclear de Fukushima / NTV

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