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Novos Padrões de Produção e Consumo Carolina Piccin*

Posted at 11/03/2011 | By : | Categories : Notícias | Comentários desativados em Novos Padrões de Produção e Consumo Carolina Piccin*

Novos Padrões de Produção e Consumo

Fonte: Carolina Piccin* – Mercado Ético

Com as mudanças climáticas que estamos enfrentando, vários países se comprometeram a reduzir suas emissões de CO2. O Brasil ditou sua meta interna para redução da emissão de CO2 em aproximadamente 35% até 2020, neste caso específico baseando-se nas emissões de 2005. Ainda assim, nossa economia cresce e consequentemente créditos são cedidos, pessoas estão se endividando e os recursos naturais são a moeda de troca dessa dívida, que corre sério risco de não ser paga, já que a maioria desses recursos é finita.
Existe uma relação, inversamente proporcional, entre o padrão de produção e consumo de um país e a sua pegada ecológica. Curiosamente, os países que possuem alto poder aquisitivo e as diferenças sociais não são tão significativas, possuem uma pegada ecológica alta. Diante desta constatação e considerando que não queremos (pelo menos agora) parar o sistema produtivo, acredito que teremos que investir em tecnologia e inovação a fim de promover novos padrões de comportamento e produção.
Frente a este desafio, penso que não basta o setor produtivo melhorar se nós consumidores não formos informados sobre o que foi feito, para podermos ter um maior discernimento na hora da compra. Seguindo este pensamento, começamos a trabalhar a idéia de ciclo de vida dos produtos: metodologia que analisa e contabiliza os impactos ambientais de um ítem, procurando rastrear de onde vem os seus componentes e por onde passam até chegar no consumidor, podendo se tornar ainda mais complexa ao analisar a reinserção desse produto num novo ciclo de vida.
De fato, explicitar informações sobre o processo de produção, distribuição e comercialização dos produtos já é uma tendência, que considero necessária. Na França, uma lei garante que fabricantes incluam rótulos com informações de emissões de CO2 nos produtos. Dados como transporte utilizado, energia gasta, água consumida e resíduos gerados, são contabilizados e convertidos numa métrica chamada CO2.
Há uma rede de supermercados na Califórnia, EUA, que possui um sistema de rotulagem online, o Good Guide, que pode ser baixado como aplicativo para telefone móvel, mostrando informações sobre os impactos ambientais do produto e detalhes do fabricante. No Brasil, a norma ISO 14.021 direciona a elaboração da “rotulagem verde”. Além disso, a Abre, Associação Brasileira de Embalagens, lançou uma cartilha para orientar consumidores e fabricantes sobre o assunto, e alguns selos estão surgindo para identificar produtos com diferenciais ecológicos ou mais sustentáveis.
Percebo a sociedade mais atenta às questões ambientais e começando a se incomodar com o greenwhashing, expressão usada para classificar discursos vazios acerca de características e práticas sustentáveis de produtos e marcas. Há pessoas usando os sites de relacionamento para exercitar uma espécie de fiscalização de promessas “verdes”. Paralelamente, vem aumentando o número de consumidores interessados em comprar em estabelecimentos que garimpam fornecedores que façam jus aos apelos ambientais que ostentam em seus rótulos.
A loja Mundo Verde, rede de produtos naturais, já se incluiu neste processo e comercializa um portfolio amplo de produtos variados provenientes de produtores orgânicos de regiões próximas. A loja C&C, de materiais de construção, lançou uma rotulagem que informa impactos sociais e ambientais dos produtos. Há ainda uma série de iniciativas focadas na comercialização de produtos baseados no “Fair Trade” ou Comércio Justo, onde os preços praticados em toda a cadeia são divulgados ao consumidor final, que acaba se aproximando da realidade do produtor. Há ainda lojas de roupas como a Éden, localizada na Vila Madalena em São Paulo, seguindo essa linha de transparência.
Ao lado de tudo isso está a Política Nacional de Resíduos Sólidos que recentemente trouxe à tona a idéia da logística reversa, em que os distribuidores terão que devolver certas embalagens e produtos para a reciclagem ou aos fabricantes. Ao meu ver, esse assunto é de extrema importância e veio para transformar todo o planejamento desde o design das embalagens até a escolha dos componentes usados e certamente trará uma otimização jamais vista no ciclo de produção de produtos. Diante de todas estas iniciativas e acontecimentos, vejo que estamos num bom caminho.
*Carolina Piccin é colaboradora do AsBoasNovas.com e sócia-diretora da Sistema Assessoria Ambiental, empresa que desenvolve projetos na área de gestão ambiental e sustentabilidade. Saiba mais: www.sistemambiental.com.br

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