<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	>

<channel>
	<title>Martins Ambiental - Coleta de Óleo de Cozinha Usado</title>
	<atom:link href="http://www.martinsreciclagem.com/new/?feed=rss2" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.martinsreciclagem.com/new</link>
	<description>Contribuindo para a preservação do mundo!</description>
	<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 11:26:47 +0000</pubDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.5.1</generator>
	<language>en</language>
			<item>
		<title>Novidade: Uso de plantas ornamentais em saneamento</title>
		<link>http://www.martinsreciclagem.com/new/?p=650</link>
		<comments>http://www.martinsreciclagem.com/new/?p=650#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 11:26:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>martins</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.martinsreciclagem.com/new/?p=650</guid>
		<description><![CDATA[Novidade: Uso de plantas ornamentais em saneamento
Fonte: http://www.paisagismodigital.com.br  - Regina Motta*
Além do uso em paisagismo e reflorestamento, as plantas ornamentais estão sendo estudadas para tratamento complementar em esgoto doméstico. A pesquisa foi desenvolvida na Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FEC) e na Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri).
É um recurso ideal para pequenas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Novidade: Uso de plantas ornamentais em saneamento<br />
Fonte: http://www.paisagismodigital.com.br  - Regina Motta*</p>
<p>Além do uso em paisagismo e reflorestamento, as plantas ornamentais estão sendo estudadas para tratamento complementar em esgoto doméstico. A pesquisa foi desenvolvida na Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FEC) e na Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri).</p>
<p>É um recurso ideal para pequenas propriedades como sítios e fazendas e não necessita produtos químicos ou eletricidade. A porcentagem de remoção da matéria orgânica é de 30%. No Brasil, não havia relato da introdução de plantas ornamentais nesse sistema, embora a utilização desse tipo de tratamento seja crescente. Em outros países, é usado até para o esgoto industrial.</p>
<p>O bambu como meio-suporte facilita a aplicação em áreas rurais: é encontrado em qualquer parte do país. É recomendável como um tratamento complementar ao esgoto doméstico, já tratado numa primeira etapa com remoção dos resíduos mais pesados. Ele poderia ser lançado em rios e lagos. Uma boa opção seria o reúso em vasos sanitários, tema de importância no meio científico e tecnológico, mas necessitaria de uma desinfecção. O uso de plantas ornamentais geraria renda para os pequenos produtores. </p>
<p>Apesar dos testes estatísticos indicarem que o tipo de material suporte tem mais significância que a espécie vegetal na obtenção de resultados satisfatórios, isso não descarta a utilização de plantas ornamentais, principalmente pelo seu efeito paisagístico. que diminuiria os índices de rejeição do sistema pela população.</p>
<p>O termo wetlands (do inglês) ou áreas alagáveis é utilizado para caracterizar vários ecossistemas naturais que ficam parcial ou totalmente inundados durante o ano. Estes sistemas têm importantes funções dentro dos ecossistemas onde estão inseridos.</p>
<p>O sistema chamado  wetlands construídas são tipos de sistemas artificiais manejáveis, que têm despertado acentuado interesse mundial nestas últimas décadas.</p>
<p>As principais vantagens desses sistemas são:<br />
a) baixo custo de implantação;<br />
b) alta eficiência de melhoria dos parâmetros que caracterizam os recursos hídricos;<br />
c) alta produção de biomassa que pode ser utilizada  na produção de ração animal, energia e biofertilizantes.<br />
Para teste foram usadas seis piscinas de fibra de dois mil litros cada uma, de forma que o esgoto já tratado passasse pelas piscinas. Em três piscinas  acrescentou-se brita ou pedras de construção até a borda e nas outras três o material usado foram anéis de bambu.<br />
Duas espécies de plantas ornamentais foram plantadas: o copo de leite e o papiro. Sabe-se que as plantas absorvem os nutrientes do esgoto, colaborando com o tratamento. Em uma segunda etapa, mais oito espécies foram plantadas. O copo-de-leite sozinho não apresentou uma boa adaptação ao sistema. No entanto, junto com outras plantas ornamentais como o biri e o mini-papiro, o resultado melhorou. Para selecionar as plantas que poderiam oferecer um bom desempenho no sistema, foi feito contato com biólogos e pesquisou-se junto a paisagistas e produtores de mudas as melhores opções para os ambientes próximos a lagos e rios. As análises contemplaram as características de cor e turbidez, a remoção de sólidos, de matéria orgânica, de nutrientes e de microorganismos. Na maior parte das variáveis, o grau de eficiência foi significativo.<br />
Pode-se afirmar que esta nova indicação de uso de plantas ornamentais representa um bom caminho para sustentabilidade, proteção do meio ambiente com provável geração de renda para pequenas propriedades rurais.<br />
Plantas usadas na pesquisa: lírio(Zantedeschia aethiopica), papiro(Cyperus papyrus), ninféia(Nymphaea rubra), biri (Canna indica)<br />
*Regina Motta – contato@paisagismodigital.com.br responsável pelo site de divulgação de produtos e profissionais ligados ao Paisagismo, Jardinagem e Meio Ambiente  http://www.paisagismodigital.com.br  é membro associado do Grupo de Estudos de Comércio Exterior do Unifieo – Geceu. </p>


<!-- Begin TwitThis script (http://twitthis.com/) -->
<div style="text-align:left;">
<script type="text/javascript" src="http://s3.chuug.com/chuug.twitthis.scripts/twitthis.js"></script>
<script type="text/javascript">
<!--
document.write('<a href="javascript:;" onclick="TwitThis.pop();"><img src="http://s3.chuug.com/chuug.twitthis.resources/twitthis_grey_72x22.gif" alt="TwitThis" style="border:none;" /></a>');
//-->
</script>
</div>
<!-- /End -->

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.martinsreciclagem.com/new/?feed=rss2&amp;p=650</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Número de conflitos por conta da água aumentou em 2010</title>
		<link>http://www.martinsreciclagem.com/new/?p=649</link>
		<comments>http://www.martinsreciclagem.com/new/?p=649#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 11:17:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>martins</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Aquecimento Global]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.martinsreciclagem.com/new/?p=649</guid>
		<description><![CDATA[
Número de conflitos por conta da água aumentou em 2010 
Fonte: Mercado Ético  - Natasha Pitts, da Adital 
Nesta quarta-feira (1/9), a Comissão Pastoral da Terra - CPT divulgou dados parciais do levantamento ‘Conflitos no Campo’, relacionados ao período de 1º de janeiro a 31 de julho de 2010. O documento chama atenção para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
Número de conflitos por conta da água aumentou em 2010 </p>
<p>Fonte: Mercado Ético  - Natasha Pitts, da Adital </p>
<p>Nesta quarta-feira (1/9), a Comissão Pastoral da Terra - CPT divulgou dados parciais do levantamento ‘Conflitos no Campo’, relacionados ao período de 1º de janeiro a 31 de julho de 2010. O documento chama atenção para situações como o aumento dos conflitos pela água e pela terra, assim como para o crescimento da violência e das denúncias sobre trabalho escravo.</p>
<p>Com relação à luta por um dos bens naturais mais preciosos, a água, a Comissão Pastoral registrou neste ano um aumento de 32% nos conflitos, que passaram de 22, em 2009, para 29, em 2010. O número de famílias envolvidas nos conflitos também aumentou e passou de 20.458 para 25.255.</p>
<p>O Nordeste e o Sudeste estão no topo das regiões brasileiras onde estes conflitos estão acontecendo com mais frequência. Enquanto em 2009 o NE registrou sete casos, em 2010 este número subiu para nove. Já no caso do SE as cifras cresceram ainda mais e passaram de quatro para 11 casos de luta pela água. A região Norte foi a única onde o número de conflitos não cresceu, contudo, o número de famílias envolvidas passou de 2.250 (2009) para 11.150 (2010).</p>
<p>O motivo dos conflitos não é novo nem muito menos desconhecido. De acordo com o relatório da CPT, “dos 29 conflitos pela água, 11, ou 38%, estão relacionados com a construção de barragens e ocorreram em 14 estados da Federação, em 2010, quando em 2009, atingiram 13 estados”.</p>
<p>A terra também tem sido o motivo que de diversos embates, sobretudo na região Nordeste. Contrariando uma tendência de redução, aí se registrou 194 casos, o que corresponde a 54% dos conflitos por terra ocorridos no Brasil até julho de 2010. As ocorrências de conflitos por terra passaram de 95 para 126, no caso das ocupações as cifras passaram de 57 para 65, enquanto os acampamentos foram reduzidos de seis para três. As outras regiões do país registraram queda nestes números.</p>
<p>Outra situação considerada bastante preocupante é o aumento da violência nas regiões Sul e Sudeste, contrariando a tendência que está se espalhando pelo Brasil. A CPT relembra que as regiões são as mais abastadas do país e, mesmo assim, isto não tem sido o bastante para garantir a paz de suas populações. Sul e Sudeste tiveram destaque negativo pelo alto número de trabalhadores presos e agredidos.</p>
<p>No Sudeste, a quantidade de trabalhadores presos passou de três (2009) para 11 (2010), o que significa um aumento de 276% e o número de agredidos passou de quatro para 15, registrando aumento de 275%. No Sul, o número de presos passou de 12 (2009) para 18 (2010), aumento de 50%, e o de agredidos de dois (2009), para 20 (2010), representando acréscimo de mais 900%.</p>
<p>O trabalho escravo é mais uma das situações que violam os direitos humanos mais básicos dos seres humanos, mas que tornam a se repetir em todo o país. A boa notícia é que foram registrados menos casos: de 134 ocorrências envolvendo 4.241 trabalhadores com a libertação de 2.819, em 2009; passou-se, neste ano, para 107 casos envolvendo 1.963 trabalhadores dos quais 1.668 foram libertados.</p>
<p>O Centro-Oeste disparou um crescimento de 16 ocorrências (2009), com 259 trabalhadores envolvidos e libertados, para 21 em 2010, com a libertação de 526 trabalhadores. Em todos os estados do Sul e Sudeste registraram-se casos. “O Sudeste com o aumento de ocorrências, porém com diminuição de trabalhadores envolvidos e libertados, e o Sul com a diminuição das ocorrências, mas com aumento significativo no número de trabalhadores envolvidos e libertados”. Alagoas e Amazonas, neste ano, entraram na rota do trabalho escravo.</p>
<p>(Adital)</p>
<p>Comente este artigo em nosso site:<br />
www.martinsambiental.com.br<br />
e-mail: contato@martinsreciclagem.com<br />
Fazemos coleta de óleo de cozinha usado em todo estado de São Paulo, recolhemos gordura animal usado em frituras, recolhemos em escolas, bancas de pastel, padariais, hospitais, supermercados, indústrias, restaurantes em geral.</p>


<!-- Begin TwitThis script (http://twitthis.com/) -->
<div style="text-align:left;">
<script type="text/javascript" src="http://s3.chuug.com/chuug.twitthis.scripts/twitthis.js"></script>
<script type="text/javascript">
<!--
document.write('<a href="javascript:;" onclick="TwitThis.pop();"><img src="http://s3.chuug.com/chuug.twitthis.resources/twitthis_grey_72x22.gif" alt="TwitThis" style="border:none;" /></a>');
//-->
</script>
</div>
<!-- /End -->

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.martinsreciclagem.com/new/?feed=rss2&amp;p=649</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Latinha de alumínio permanece como o material mais reciclado no país, mostra IBGE</title>
		<link>http://www.martinsreciclagem.com/new/?p=648</link>
		<comments>http://www.martinsreciclagem.com/new/?p=648#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 11:15:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>martins</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.martinsreciclagem.com/new/?p=648</guid>
		<description><![CDATA[Latinha de alumínio permanece como o material mais reciclado no país, mostra IBGE 
Fonte: Mercado Ético - Isabela Vieira, da Agência Brasil 
O alumínio continua como a matéria-prima mais reciclada no Brasil. A pesquisa Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quarta-feira (1/9), constatou que 91,5% [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Latinha de alumínio permanece como o material mais reciclado no país, mostra IBGE </p>
<p>Fonte: Mercado Ético - Isabela Vieira, da Agência Brasil </p>
<p>O alumínio continua como a matéria-prima mais reciclada no Brasil. A pesquisa Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quarta-feira (1/9), constatou que 91,5% das latinhas de alumínios são recolhidas para reciclagem. Bem atrás, estão as embalagens PET (54,8%), o vidro (47%), as latas de aço (46,5%) e o papel (43,7%). A reciclagem das embalagens de leite longa vida e de sucos estão em último lugar (26,6%). Esse tipo de material começou a ser reciclado nos últimos dez anos e está em processo de crescimento.</p>
<p>A reciclagem do alumínio, que no Brasil é uma das maiores do mundo, acima dos Estados Unidos (54,2%) e Japão (87,3%), caiu em 2008 em relação a 2007, quando o índice atingiu o pico de 96,5%. Apesar da diminuição, o percentual ainda é alto e reflete o valor de mercado da sucata de alumínio, uma das mais bem pagas pelo mercado.</p>
<p>De acordo com a Associação Brasileira do Alumiínio (Abal) 1 tonelada de latinhas (1 quilo equivale a 75 latinhas) custava R$ 2,780 mil na segunda semana de agosto. “É por conta disto que o papel, o vidro, a resina PET, as latas de aço, as embalagem longa vida, de mais baixo valor no mercado, apresentam índices de reciclagem bem menores”, diz o documento. Um dos responsáveis pela pesquisa, Judicael Clevelario acrescenta a que a separação de materiais ainda é associada à imagem do catador, normalmente uma pessoa pobre ou desempregada, e não foi incorporada na rotina do brasileiro.</p>
<p>Para os próximos anos, a avaliação é de que com o estabelecimento de preços mínimos para os materiais, além do avanços das leis ambientais, da educação e da coleta seletiva, o percentual de reciclagem possa aumentar para todos os materiais. Como fator de estímulo à prática, a pesquisa destaca que a reciclagem reduz o consumo de energia e a extração de matérias-primas, evitando a emissão de mais gases de efeito estufa. As embalagens Tetra Park (empresa de processamento e envase de alimentos), em especial, diminuem a emissão de ozônio, porque dispensam refrigeração.</p>
<p>(Agência Brasil)</p>
<p>Comente este artigo em nosso site:<br />
www.martinsambiental.com.br<br />
e-mail: contato@martinsreciclagem.com<br />
Fazemos coleta de óleo de cozinha usado em todo estado de São Paulo, recolhemos gordura animal usado em frituras, recolhemos em escolas, bancas de pastel, padariais, hospitais, supermercados, indústrias, restaurantes em geral.</p>


<!-- Begin TwitThis script (http://twitthis.com/) -->
<div style="text-align:left;">
<script type="text/javascript" src="http://s3.chuug.com/chuug.twitthis.scripts/twitthis.js"></script>
<script type="text/javascript">
<!--
document.write('<a href="javascript:;" onclick="TwitThis.pop();"><img src="http://s3.chuug.com/chuug.twitthis.resources/twitthis_grey_72x22.gif" alt="TwitThis" style="border:none;" /></a>');
//-->
</script>
</div>
<!-- /End -->

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.martinsreciclagem.com/new/?feed=rss2&amp;p=648</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>CADE aplica maior multa da história por formação de cartel</title>
		<link>http://www.martinsreciclagem.com/new/?p=647</link>
		<comments>http://www.martinsreciclagem.com/new/?p=647#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 11:12:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>martins</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.martinsreciclagem.com/new/?p=647</guid>
		<description><![CDATA[CADE aplica maior multa da história por formação de cartel 
Fonte: Mercado Ético - Carolina Pimentel, da Agência Brasil
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), do Ministério da Justiça, aplicou hoje (1º) a maior multa da história do órgão. A empresa de gases industriais e medicinais White Martins foi multada em R$ 2,218 bilhões por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>CADE aplica maior multa da história por formação de cartel </p>
<p>Fonte: Mercado Ético - Carolina Pimentel, da Agência Brasil</p>
<p>O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), do Ministério da Justiça, aplicou hoje (1º) a maior multa da história do órgão. A empresa de gases industriais e medicinais White Martins foi multada em R$ 2,218 bilhões por formação de cartel.</p>
<p>O Cade pode aplicar multas de, no máximo, 30% do faturamento bruto da empresa condenada. Por ser reincidente - a White Martins havia sido condenada em processo anterior, pelo conselho, por conduta anticoncorrencial - a empresa foi condenada a multa correspondente a 50% de seu faturamento bruto.</p>
<p>Outras quatro empresas também foram multadas - Indústria Brasileira de Gases, Aga, Air Products Brasil e Air Liquide Brasil - no mesmo processo. Somando, a multa total desse processo chegou a cerca de R$ 3 bilhões.</p>
<p>De acordo com o Cade, o cartel funcionava por meio da divisão de clientes entre as empresas. Nas sedes das empresas investigadas, foram encontradas as regras de como a divisão era feita.</p>
<p>O Cade é a última instância de julgamento do processo administrativo. As empresas podem recorrer da multa na Justiça.</p>
<p>(Agência Brasil)</p>
<p>Comente este artigo em nosso site:<br />
www.martinsambiental.com.br<br />
e-mail: contato@martinsreciclagem.com<br />
Fazemos coleta de óleo de cozinha usado em todo estado de São Paulo, recolhemos gordura animal usado em frituras, recolhemos em escolas, bancas de pastel, padariais, hospitais, supermercados, indústrias, restaurantes em geral.</p>


<!-- Begin TwitThis script (http://twitthis.com/) -->
<div style="text-align:left;">
<script type="text/javascript" src="http://s3.chuug.com/chuug.twitthis.scripts/twitthis.js"></script>
<script type="text/javascript">
<!--
document.write('<a href="javascript:;" onclick="TwitThis.pop();"><img src="http://s3.chuug.com/chuug.twitthis.resources/twitthis_grey_72x22.gif" alt="TwitThis" style="border:none;" /></a>');
//-->
</script>
</div>
<!-- /End -->

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.martinsreciclagem.com/new/?feed=rss2&amp;p=647</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Tráfico de lixo esconde problemas no sistema de coleta seletiva</title>
		<link>http://www.martinsreciclagem.com/new/?p=646</link>
		<comments>http://www.martinsreciclagem.com/new/?p=646#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 11:09:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>martins</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.martinsreciclagem.com/new/?p=646</guid>
		<description><![CDATA[Tráfico de lixo esconde problemas no sistema de coleta seletiva 
Clara Corrêa, do EcoD
A carga de 22 toneladas de lixo doméstico interceptada pelo Ibama e pela Receita Federal no Porto de Rio Grande (RS) no dia 13 de agosto já voltou para a Alemanha. Mas essa é apenas a ponta de um iceberg camuflado pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tráfico de lixo esconde problemas no sistema de coleta seletiva </p>
<p>Clara Corrêa, do EcoD</p>
<p>A carga de 22 toneladas de lixo doméstico interceptada pelo Ibama e pela Receita Federal no Porto de Rio Grande (RS) no dia 13 de agosto já voltou para a Alemanha. Mas essa é apenas a ponta de um iceberg camuflado pelo comércio internacional de resíduos recicláveis e que esconde problemas no sistema de reciclagem de lixo no Brasil, afirmam especialistas.</p>
<p>A importação e exportação de resíduos recicláveis é permitida pela Constituição Brasileira e pela Convenção de Basiléia - acordo firmado entre 170 países que define a organização e a movimentação de resíduos sólidos e líquidos perigosos por todo o mundo.</p>
<p>Tanto que, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, somente em 2009 o Brasil comercializou mais de 2 mil toneladas de resíduos e aparas de polímeros de etileno, movimentando quase US$ 370 mil.</p>
<p>O problema é que a lei abre brecha para que alguns países coloquem resíduos que não são reaproveitados pela reciclagem no lugar de plástico reciclável e os envie para outros locais, segundo denunciou matéria do jornal Correio Braziliense de 25 de agosto.</p>
<p>Foi o que se viu no último episódio, quando o porto brasileiro recebeu um contêiner com embalagens e restos de fraldas descartáveis, batata frita, molho de tomate, sucos, fertilizantes e ração de cães originários da República Tcheca, colocados no lugar de plástico reciclável.</p>
<p>Ainda segundo a denúncia do Correio Brasiliense, apenas 20% do plástico consumido pelos brasileiros são reciclados. Por falta de matéria-prima, a indústria trabalha com 30% de sua capacidade ociosa.</p>
<p>Coleta seletiva</p>
<p>A questão, porém, é muito maior do que apenas a entrada de lixo estrangeiro no país. Segundo o consultor ambiental da Recicloteca, Eduardo Bernhardt, não falta matéria-prima no Brasil. “O problema é o elo entre o gerador do resíduo e a indústria, ou seja, a coleta seletiva.”</p>
<p>A ausência da coleta leva a uma supervalorização do material disponível no país, que se torna muito cara, a ponto de valer mais a pena importar material de fora. Ainda segundo Bernhardt, no Brasil não há nenhum produto que não seja produzido com menos de 50% de matéria reciclada, mesmo quando apenas 5% a 10% das cidades têm coleta seletiva.</p>
<p>Dados do último Monitoramento dos Índices de Reciclagem Mecânica de Plástico no Brasil (IRMP), feito pela Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos e publicado em 2007, revelaram que a taxa anual de crescimento do número de recicladores no Brasil é de 14,6%, enquanto os empregos diretos na área aumentam 17,4%, o faturamento bruto cresce 12,1% e a reciclagem de materiais sobe 9,2%, chegando a 962 mil toneladas em 2007.</p>
<p>“Então de onde vai vir todo esse material? Como essa indústria vai sobreviver sem matéria-prima?”, questionou Bernhardt. A assessora técnica da Plastivida, Silvia Rolim, lembrou que a indústria de reciclagem de plástico poderia produzir 30% a mais se não houvesse tanta carência de material. Para ela, não haveria necessidade de importar caso existisse uma coleta seletiva eficiente no país. “Mas como não tem, a gente importa”, resumiu.</p>
<p>Para Bernhardt, a prática ainda é muito estigmatizada e taxada de cara. “Na verdade, a coleta seletiva é mais barata, já que leva o material para um local onde vai virar receita, e não só despesa, como no descarte simples.” Ele ainda acrescentou que um material de qualidade pode virar até uma commodity.</p>
<p>O problema, segundo o consultor, é o sistema de transporte entre as grandes cidades e os centros de reciclagem “Se eu tenho que levar o material reciclado a 100 km, mas tenho um depósito a 5 km, é mais vantagem deixá-lo no mais próximo”, exemplificou.</p>
<p>Participação do poder público e da sociedade civil</p>
<p>Para os especialistas, políticas públicas de incentivo à reciclagem e maior conscientização da população são fundamentais para reverter esse quadro. Para Bernhardt, nos últimos anos a sociedade se mostrou mais interessada em contribuir, mas encontra uma barreira na hora de colocar a ideia em prática.</p>
<p>Silvia reforçou a opinião do consultor e ressaltou que a população tem vontade de agir, basta que haja um sistema próprio para isso. “Falta coleta, falta incentivo do governo, falta educação e consciência ambiental para que esse material vá para a reciclagem”, acrescentou.</p>
<p>A grande esperança dos especialistas está na Política Nacional de Resíduos Sólidos. Sancionada em agosto de 2010, a lei regulamenta a gestão de resíduos em todo o território nacional e institui o princípio de responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, ou seja, torna fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, consumidores e titulares dos serviços públicos responsáveis pelo lixo do país.</p>
<p>“Precisamos de coleta seletiva e com a política nacional pode ser que isso cresça significativamente, a ponto de que a gente possa cobrir o número ocioso”, afirmou Silvia Rolim. Bernhardt acredita que a nova lei irá ajudar a resolver esse impasse ao estimular a reciclagem e cooperativas, “mas por enquanto estamos no déficit”, alertou.</p>
<p>(EcoD)</p>
<p>Comente este artigo em nosso site:<br />
www.martinsambiental.com.br<br />
e-mail: contato@martinsreciclagem.com<br />
Fazemos coleta de óleo de cozinha usado em todo estado de São Paulo, recolhemos gordura animal usado em frituras, recolhemos em escolas, bancas de pastel, padariais, hospitais, supermercados, indústrias, restaurantes em geral.</p>


<!-- Begin TwitThis script (http://twitthis.com/) -->
<div style="text-align:left;">
<script type="text/javascript" src="http://s3.chuug.com/chuug.twitthis.scripts/twitthis.js"></script>
<script type="text/javascript">
<!--
document.write('<a href="javascript:;" onclick="TwitThis.pop();"><img src="http://s3.chuug.com/chuug.twitthis.resources/twitthis_grey_72x22.gif" alt="TwitThis" style="border:none;" /></a>');
//-->
</script>
</div>
<!-- /End -->

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.martinsreciclagem.com/new/?feed=rss2&amp;p=646</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Desigualdade cai no Rio porque os ricos perdem renda</title>
		<link>http://www.martinsreciclagem.com/new/?p=645</link>
		<comments>http://www.martinsreciclagem.com/new/?p=645#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 11:05:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>martins</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.martinsreciclagem.com/new/?p=645</guid>
		<description><![CDATA[Desigualdade cai no Rio porque os ricos perdem renda 
Fabiana Frayssinet, da IPS 
A desigualdade histórica entre os bairros mais pobres e ricos da cidade mais famosa do Brasil diminuiu entre 1996 e 2008. Mas, a notícia não é tão boa quanto parece, porque a brecha foi reduzida pela queda da rendas nas áreas mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desigualdade cai no Rio porque os ricos perdem renda </p>
<p>Fabiana Frayssinet, da IPS </p>
<p>A desigualdade histórica entre os bairros mais pobres e ricos da cidade mais famosa do Brasil diminuiu entre 1996 e 2008. Mas, a notícia não é tão boa quanto parece, porque a brecha foi reduzida pela queda da rendas nas áreas mais abastadas e não por ter aumentado nas favelas.</p>
<p>O estudo “Desigualdade e Favelas Cariocas: a Cidade Partida Está se Integrando?” foi realizado pelo Centro de Estudos Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV) a pedido da Prefeitura do Rio de Janeiro, e partiu de um conceito estabelecido em 1994 pelo jornalista Zuenir Ventura em seu livro “Cidade Partida”.</p>
<p>Com este título, Zuenir deu nome a uma realidade: a enorme brecha social entre as chamadas regiões de “asfalto” da cidade marcada por suas impressionantes baías, e o “morro” onde fica grande parte das favelas do Rio de Janeiro.</p>
<p>“As duas faces da cidade partida parecem ter se aproximado em termos de renda. Esta aproximação se deve à queda do poder aquisitivo do asfalto, e não por uma melhoria absoluta da renda nas favelas”, diz o informe elaborado com base em parâmetros como a renda por habitante.</p>
<p>Enquanto entre os moradores das comunidades mais pobres a renda per capita aumentou do equivalente a US$ 282 em 1996 para US$ 289 em 2008, a do resto da cidade caiu de US$ 833 para US$ 752 no mesmo período. Além disso, a pobreza – na qual a FGV situa quem tem renda mensal inferior a US$ 82 – aumentou no Rio de Janeiro entre 1996 e 2008, passando de 9,43% para 10,18%.</p>
<p>O aumento da pobreza no Rio de Janeiro não foi alimentado pelas favelas, porque ali o índice caiu de 18,6% para 15,1%, mas pelo aumento de 1,5 pontos percentuais nos chamados bairros “nobres” da cidade, onde 9,4% dos habitantes eram pobres há dois anos.</p>
<p>“A cidade está menos dividida em termos de renda, mas isto não é necessariamente uma boa notícia”, disse à IPS o coordenador do estudo, economista Marcelo Neri. Essa integração em renda não ocorreu “pela melhoria da favela, mas pela queda do asfalto”, resumiu como conclusão do informe.</p>
<p>Marcelo destacou que o comportamento da pobreza no Rio de Janeiro é contrário ao do Brasil em seu conjunto. No país, com 193 milhões de habitantes, a pobreza diminuiu acentuadamente entre 1996 e 2008, quando a população pobre passou de 28,8% para 16% do total. “O que ocorreu nas favelas está um pouco mais de acordo com o resto do Brasil” quanto à redução da pobreza, afirmou.</p>
<p>O economista vinculou o progresso ao aumento da renda por trabalho, setor no qual melhoraram todos os indicadores, entre eles os do emprego, anos de estudo e salário. “O mercado de trabalho nas favelas está mais forte, é onde houve um boom”, acrescentou. Segundo o Instituto Pereira Passos, vinculado à Prefeitura, na cidade a população das favelas é de 800 mil pessoas, 13,3% do total de seus habitantes.</p>
<p>Marcelo citou, entre outros indicadores nos quais a “cidade está menos dividida”, o dos serviços públicos, onde a situação é mais favorável nos dois lados. Nas comunidades pobres atribuiu-se a iniciativas de desenvolvimento local como a favela-bairro, que melhoraram os serviços e as condições de moradia. Houve progressos gerais em serviços de iluminação e canalização de água. Ao primeiro, agora tem acesso toda a população, e ao segundo 98% dela.</p>
<p>Marcelo destacou que quanto à água, a canalização chegou a 94% dos moradores nas favelas no período 2007-2008, contra 90,1% no biênio 1996-1997. Os êxitos não foram tão visíveis em outros aspectos, como coleta de lixo que ainda é bem inferior nos bairros pobres em relação ao resto da cidade, com taxa de 67,41% contra 92,17%.</p>
<p>Em matéria de educação, houve progressos no conjunto da cidade, como no resto do país, mas no caso das favelas cariocas a melhoria “foi pequena”, disse Marcelo. Em média, o morador da favela tinha, em 1996, cinco anos de estudo, contra 8,8 anos no restante do Rio de Janeiro. Em 2008, a escolaridade nas favelas subiu para 6,6 anos, enquanto no asfalto ficou em 9,9 anos.</p>
<p>Se o progresso nessa área seguir como nos últimos 12 anos, “vai demorar cerca de 60 anos para acabar com a divisão da cidade com relação à educação”, afirmou Marcelo, destacando que se trata de um ponto muito importante porque tem muitos jovens nas favelas.</p>
<p>Um capítulo à parte é o da “brecha digital”, que aumentou consideravelmente, já que o acesso a computadores entre a população da parte rica e da pobre da cidade se distanciou de 22 pontos percentuais para 37 pontos percentuais entre 2001 e 2006, que foi o período estudado nesse item.</p>
<p>A redução da desigualdade entre bairros pobres e a parte mais urbana se deu, em definitivo, porque “houve uma estagnação em alguns casos e piora em outros. Digamos que as favelas pioraram menos”, concluiu Marcelo, irônico.</p>
<p>O objetivo do estudo é guiar futuras políticas públicas na cidade e particularmente em suas favelas. Nesse sentido, Marcelo antecipou que a presença de Unidades de Pacificação instaladas em algumas favelas – ocupação policial para combater o tráfico e fortalecer o investimento social – podem causar mudanças profundas, que se fariam visíveis em futuros informes, já que o atual foi feito antes de se colocar em prática essa iniciativa.</p>
<p>O governo de Luiz Inácio Lula da Silva e da sua ex-ministra Dilma Rousseff, a quem as pesquisas atribuem vitória nas eleições de outubro, e seu principal adversário, José Serra, já falam, inclusive, em expandir este modelo para outros centros urbanos do país.</p>
<p>(IPS/Envolverde)<br />
Comente este artigo em nosso site:<br />
Fazemos coleta de óleo de cozinha usado em todo estado de São Paulo, recolhemos gordura animal usado em frituras, recolhemos em escolas, bancas de pastel, padariais, hospitais, supermercados, indústrias, restaurantes em geral.</p>


<!-- Begin TwitThis script (http://twitthis.com/) -->
<div style="text-align:left;">
<script type="text/javascript" src="http://s3.chuug.com/chuug.twitthis.scripts/twitthis.js"></script>
<script type="text/javascript">
<!--
document.write('<a href="javascript:;" onclick="TwitThis.pop();"><img src="http://s3.chuug.com/chuug.twitthis.resources/twitthis_grey_72x22.gif" alt="TwitThis" style="border:none;" /></a>');
//-->
</script>
</div>
<!-- /End -->

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.martinsreciclagem.com/new/?feed=rss2&amp;p=645</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>O que pode ser feito contra a desertificação?</title>
		<link>http://www.martinsreciclagem.com/new/?p=644</link>
		<comments>http://www.martinsreciclagem.com/new/?p=644#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 11:54:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>martins</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.martinsreciclagem.com/new/?p=644</guid>
		<description><![CDATA[O que pode ser feito contra a desertificação? 
Neuza Árbocz, especial para Envolverde e Carta Capital
O Sr. Zephania Phiri Maseko, do Zimbabwe, respondeu a esta questão com maestria. Num trabalho solitário, ele recuperou 3 hectares de uma terra árida, tornando-os recordistas em produção de alimentos, frutas e criação de gado.
A transformação começou com seu olhar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que pode ser feito contra a desertificação? </p>
<p>Neuza Árbocz, especial para Envolverde e Carta Capital</p>
<p>O Sr. Zephania Phiri Maseko, do Zimbabwe, respondeu a esta questão com maestria. Num trabalho solitário, ele recuperou 3 hectares de uma terra árida, tornando-os recordistas em produção de alimentos, frutas e criação de gado.</p>
<p>A transformação começou com seu olhar atento para o caminho das chuvas pelo solo, numa região de extremos de precipitações. Ora são intensas demais, ora desaparecem provocando grandes secas. De forma autodidata, Phiri fez, com suas próprias mãos, muros de pedras e depressões, servindo de valas de infiltração e covas de fruição. Com a sensibilidade de quem aprendeu a olhar e entender a Natureza, construiu com persistência e experimentação, um sistema capaz de reduzir a velocidade das águas pluviais, permitindo que elas se infiltrassem no solo e, até mesmo, formassem reservatórios.</p>
<p>Aos poucos, este cuidado facilitou o crescimento e a sobrevivência das plantas em sua propriedade. Com mais plantas e mais umidade, os reservatórios passaram a enfrentar melhor o tempo de estiagem. Uma coisa foi puxando a outra, a ponto de ele ter hoje um verdadeiro oásis numa região que sofre com secas bravas e ser conhecido como o “homem que cultiva água”.</p>
<p>Esta capacidade de observar seu ambiente e interagir de forma equilibrada com seus elementos, criando melhores condições de vida não apenas para os seres humanos, mas também para as demais espécies, é a grande necessidade atual da humanidade.</p>
<p>Phiri Maseko não foi o único a colocá-la em prática. Também são exemplos marcantes deste desenvolvimento sustentável, os australianos Bill Mollison e David Holmgren, fundadores da Permacultura e Ernst Götsch, difusor de Sistemas Agroflorestais, responsável pela recuperação de terras exauridas no Sul da Bahia.</p>
<p>Seus trabalhos já datam de algumas décadas, mas mesmo assim, ainda predominam no mundo formas de produção menos inteligentes, com queimadas, desmatamento e extração excessiva. Como resultado, perdem-se solos férteis e aumentam as áreas sob risco de desertificação.</p>
<p>Terras áridas e semiáridas cobrem, hoje, 41% da superfície do planeta e abrigam 35% da população mundial. No mapa, elas coincidem com os pontos de maior pobreza no mundo.</p>
<p>Conferência Internacional</p>
<p>Em busca de soluções para esta situação, 2600 pessoas de 100 países se reuniram de 16 a 20 de agosto, em Fortaleza, na II Conferência Internacional: Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas - ICID 2010. O encontro gerou um documento, assinado por todas as nações presentes: a Declaração de Fortaleza, alertando para a urgência de se colocar as terras secas no centro das atenções.</p>
<p>Com organização do Ministério do Meio Ambiente do Brasil, patrocínio do Governo do Ceará, Ministério da Ciência e Tecnologia e Banco do Nordeste, o evento contou com apoio de uma extensa lista de organismos nacionais e estrangeiros, do peso do Banco Mundial, Organização Meteorológica Mundial (OMM), INPE, Embrapa, The Nature Conservancy, Rede Clima, entre outros. Prova que o tema ganha espaço nas preocupações de governos e da comunidade científica mundial.</p>
<p>A ONU também integrou os apoiadores, participando com recursos para a vinda de convidados, palestrantes e jornalistas e também, para a infraestrutura e organização geral. A entidade aproveitou a ocasião para lançar oficialmente a Década sobre Desertos e de Combate à Desertificação. Até 2020, programas especiais, intercâmbios e fundos serão destinados a este objetivo.</p>
<p>Uma Conferência como esta já havia precedido a Rio92 e suas conclusões pautaram a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD). Assim, este novo encontro foi chamado de ICID+18. Seu principal foco foi fomentar a transposição das discussões e intenções declaradas em eventos anteriores, como a própria ECO 92 ou mesmo a COP-15 de Copenhague, em dezembro passado, para ações práticas.</p>
<p>Compareceram às suas mesas e debates, palestrantes e especialistas de mais de 45 países, que apresentaram estudos, análises e iniciativas bem sucedidas de combate à desertificação. O tom geral, contudo, foi de preocupação. Quanto tempo há para evitar conseqüências graves para as populações das regiões secas face às mudanças climáticas que o planeta atravessa?</p>
<p>Aliança dos Países Semiáridos - ASAC</p>
<p>Uma das falas mais contundentes foi de Jeffey Sachs , professor e economista, conselheiro especial do Secretário Geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, responsável pela elaboração do estudo: Investing in Development: A Practical Plan to Achieve the Millennium Development Goals - Investindo no Desenvolvimento: um Plano Prático para Concretizar as Objetivos do Milênio (ODMs), um guia para erradicar a pobreza e os conflitos no mundo.</p>
<p>Sachs alertou que a crise climática é, na realidade, uma ameaça crescente à segurança global e aos ODMs. Afirmou, mais de uma vez, que não há tempo a perder. Lamentou a demora dos EUA em aderir a ações efetivas de redução de gases poluentes e sua insistência em intervenções armadas para, supostamente, resolver conflitos internacionais. “Os EUA não estão vendo a pobreza com suas verdadeiras causas. Este é um ponto cego para seus tomadores de decisão”, definiu.</p>
<p>O professor também foi bastante crítico à grande mídia, denunciando-a por dificultar a compreensão da gravidade da crise climática atual. “Há mais dinheiro sendo investido na divulgação da não ciência do que na ciência e seus estudos”, acusou. Em seguida, conclamou os presentes a lançar uma campanha pública mundial de conscientização, junto aos líderes políticos e a entidades ligadas ao Conselho de Segurança da ONU, onde um capítulo especial sobre prevenção aos efeitos das mudanças climáticas deve ser adicionado, na sua visão.</p>
<p>Esta campanha, segundo Sachs, combateria a difamação à ciência realizada por verdadeiras ‘máquinas de mentira’ como a organização de Rupert Murdoch, News Corporation e mobilizaria as principais indústrias atuantes em áreas secas para melhores práticas de adaptação e participação em agências efetivas de fomento de soluções.</p>
<p>O especialista propôs a formação de uma Aliança dos Países do Semiárido - ASAC (Alliance of Semi-arid Countries), reunindo o Brasil, México, Grécia, Espanha, Quênia, Mali, Paquistão, Afganistão, Iêmen etc. Esta Aliança proveria recursos no tempo correto para uma rápida mitigação global dos efeitos das mudanças climáticas, difundiria o conceito de ‘poluidor pagador’ e investiria em larga escala na energia solar, como principais objetivos.</p>
<p>Ele concluiu desejando que a Declaração de Fortaleza sirva de base para avanços, mas que as mudanças comecem já e não esperem novos encontros mundiais para as oficializarem.</p>
<p>Dados mais precisos</p>
<p>Os presentes na ICID+18 tiveram acesso a foros privilegiados de análise e diálogo sobre o desenvolvimento em terras áridas e semiáridas. Como o estudo de Hervé Théry, da Unicamp, mapeando as áreas no mundo sob ricos de desertificação; os custos deste fenômeno, por Heitor Matallo, representante da UNCCD na América Latina ou as suas implicações para a agricultura, em diálogo coordenado por Uriel Safriel, da Universidade de Jerusalém, autor de “Por que a Biodiverisdade Importa?”.</p>
<p>Matallo diagnosticou que a degradação de solos representa perdas econômicas de U$ 250 por hectare por ano em terras irrigadas e U$ 38 ha/ano em culturas alimentadas por chuva. Já os custos de reabilitação são bem maiores: U$ 2 mil por hectare e U$ 400/ha, em cada um dos casos citados.</p>
<p>Também puderam conhecer interessantes soluções já em prática, principalmente brasileiras. Como o programa de cisternas no Brasil; o Proágua da ANA - Agência Nacional das Águas; o programa piloto de combate à desertificação e degradação de terra no Nordeste apresentado por Emilio Rovere, Universidade Federal do Rio de Janeiro ou o de desenvolvimento e proteção das microbacias do Planalto da Borborema, de Maria do Carmo Sobral, da Universidade Federal do Pernambuco.</p>
<p>“O Brasil não é um país, é um continente”, opinou Ba Cheikh Oumar, diretor da IPAR - Iniciativa Prospectiva Agrícola e Rural, ONG do Sénegal. “Ele representa para nós, africanos, um paradoxo. Tanto tem exemplos que nos inspiram, como agricultura familiar e os biocombustíveis, como também modelos que não desejamos copiar”, definiu, referindo-se à desigualdade social que pode notar nesta sua primeira visita a terras brasileiras.</p>
<p>Soluções internacionais também chamaram a atenção, como as Terras Comunitárias para Conservação, da Namíbia, relatada pelo documentarista Haroldo Castro, que realizou a expedição Luzes da África, viajando por 7 meses para encontrar e divulgar as características positivas do continente.</p>
<p>O otimismo das soluções apresentadas contrastou com as preocupações de pesquisadores de renome, como Carlos Nobre, do INPE, Brasil. Para o especialista, estamos caminhando para uma curva onde o consumo superará a disponibilidade de água doce no planeta. “Precisamos de dados mais exatos e mais numerosos [para tomar medidas mais eficazes de combate às mudanças climáticas]”, decretou, referindo-se aos poucos pontos onde se coletam dados climáticos regularmente e há 10, 20 ou mais anos.</p>
<p>Fez coro ao seu alerta, a Doutora Sharon Nicholson, da Faculdade de São Francisco, EUA. Ela relatou sua dificuldade em obter dados climáticos de longa data de países em desenvolvimento. Chegou, inclusive, a mostrar uma planilha onde pagou milhares de dólares para Centros de Pesquisas, para a remessa de registros de temperatura e índices pluviais, recebendo muitas vezes, dados incompletos e de curto período.<br />
“Mais observação se faz necessária. Não adianta só projetarmos cenários, baseados nos poucos dados existentes. Isto precisa ser mudado ou estaremos sempre na incerteza”, concluiu Nobre.</p>
<p>O documento final gerado definiu: “Apesar do progresso e das boas intenções, os desafios para a redução efetiva da pobreza, para a mitigação, a adaptação às mudanças climáticas e para o desenvolvimento sustentável continuam a ser enormes. … A boa notícia é que as áreas secas do mundo possuem muitos ativos importantes, incluindo suas valiosas sociedades e culturas”… “Além disso, muitas das ações necessárias para enfrentar as mudanças climáticas são também necessárias - e benéficas - para o crescimento econômico de longo prazo e redução da pobreza.”…</p>
<p>Com 23 recomendações divididas em oito temas, a Declaração de Fortaleza será encaminhada aos governos, Banco Mundial, BID, ONU, ONGs e Instituições de Pesquisa. Ela também será referência para a sociedade e setores produtivos. “A declaração serve como um guia de trabalhos para os cuidados com as áreas semiáridas”, explicou o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Egon Krakhecke. Segundo ele, os governos podem usar o documento para a elaboração de políticas. “E é enfatizada a necessidade e a possibilidade de o setor produtivo trilhar o caminho da sustentabilidade.”</p>
<p>“O objetivo da ICID+18 não foi de viabilizar tratados em negociação, mas o de atualizar conhecimento, debater saídas para as regiões secas e oferecer recomendações para os tomadores de decisão, em todos os níveis. Visamos incentivar políticas públicas que fortaleçam, inclusive, as negociações dos países membros nas conferências oficiais, como a próxima COP16 no México e a Rio+20 em 2012″, salientou o seu diretor, Antonio Magalhães.</p>
<p>Mais sobre a ICID+18 - II Segunda Conferência Internacional: Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas em: http://www.icid18.org/index.php.</p>
<p>(Agência Envolverde)</p>
<p>Comente esta notícia, mande-nos um e-mail:<br />
e-mail: contato@martinsreciclagem.com<br />
Coleta de óleo de cozinha usado, gordura de fritura, gordura animal e vegetal usado em restaruantes, residência, comércio em geral.</p>


<!-- Begin TwitThis script (http://twitthis.com/) -->
<div style="text-align:left;">
<script type="text/javascript" src="http://s3.chuug.com/chuug.twitthis.scripts/twitthis.js"></script>
<script type="text/javascript">
<!--
document.write('<a href="javascript:;" onclick="TwitThis.pop();"><img src="http://s3.chuug.com/chuug.twitthis.resources/twitthis_grey_72x22.gif" alt="TwitThis" style="border:none;" /></a>');
//-->
</script>
</div>
<!-- /End -->

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.martinsreciclagem.com/new/?feed=rss2&amp;p=644</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Pré-sal: impacto sobre o futuro</title>
		<link>http://www.martinsreciclagem.com/new/?p=643</link>
		<comments>http://www.martinsreciclagem.com/new/?p=643#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 11:52:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>martins</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Aquecimento Global]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.martinsreciclagem.com/new/?p=643</guid>
		<description><![CDATA[Pré-sal: impacto sobre o futuro 
Fonte: Mercado Ético - Denise Ribeiro, especial para a Envolverde
Os desafios da exploração do pré-sal vão muito além da sofisticada logística de engenharia necessária para alcançar os 80 bilhões de barris de petróleo e gás natural, que se calculam depositados no subsolo marinho, a 7 mil metros de profundidade. Desde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pré-sal: impacto sobre o futuro </p>
<p>Fonte: Mercado Ético - Denise Ribeiro, especial para a Envolverde</p>
<p>Os desafios da exploração do pré-sal vão muito além da sofisticada logística de engenharia necessária para alcançar os 80 bilhões de barris de petróleo e gás natural, que se calculam depositados no subsolo marinho, a 7 mil metros de profundidade. Desde 2006, quando anunciou a descoberta da jazida mais extensa do mundo - uma faixa que 800 km de comprimento e 200 km de largura, entre os estados do Espírito Santo e de Santa Catarina -, a Petrobras vem sendo chamada a se posicionar em relação ao futuro que o pré-sal desenha para os brasileiros.</p>
<p>A expectativa é que a produção da Petrobras salte dos 2 milhões de barris/dia para 3,8 milhões de barris/dia nos próximos 12 anos. E que, com a riqueza oriunda da nova jazida, o país tenha, finalmente, dinheiro em caixa para dar conta de suas mazelas históricas. Um Fundo Social, cuja arquitetura ainda está sendo discutida no Congresso, deverá recolher royalties do pré-sal para financiar esse salto quântico em direção ao desenvolvimento sustentável. Ele deve gerar uma renda estável de 1% a 1,5% do PIB, nos próximos 70 ou 100 anos, período e recursos mais do que suficientes para financiar aquilo a que se propõe: o combate à pobreza, o desenvolvimento da educação, da ciência e da tecnologia, a melhoria da saúde pública e da cultura e a mitigação e adaptação às mudanças climáticas.</p>
<p>“O Brasil arrecada por ano 800 bilhões reais/ano em impostos. Cerca de 90% desse total vão para custeio da máquina pública. Sobram 10% para investimentos. Com o pré-sal entrarão, a mais, de 300 a 400 bilhões de reais/ano líquidos, que poderão ser usados para cumprir todas as prioridades necessárias ao desenvolvimento do país, incluindo a melhoria da infraestrutura e a modernização urbana”, defende o professor Ildo Luis Sauer, do Instituto de Eletrotécnica e Energia e coordenador do curso de pós-graduação de Energia da USP.</p>
<p>Ao praticamente dobrar sua produção, o Brasil se transforma num dos maiores produtores e exportadores de óleo do mundo, avançando algumas “casas” no ranking dos principais players do mercado global de petróleo - do 17º para o 10 ou 12º lugar, dependendo do volume alcançado, que parece crescer a cada novo “furo” feito pela Petrobras. Os dois mais recentes, nos poços de Franco e Libra, na Bacia de Santos, foram contratados pela Agência Nacional de Petróleo em áreas da União e resultaram em notícias ainda mais animadoras.</p>
<p>“No Libra, a Petrobras comprovou a e existência de jazida abaixo do microlito do pré-sal, que é o reservatório principal. Chama-se coquina e trata-se de um aglomerado de conchas com porosidade suficiente para o acúmulo do petróleo, ou seja, um reservatório abaixo do pré-sal”, afirma o exploracionista João Vitor Campos, geólogo e geofísico aposentado, diretor da Associação de Engenheiros da Petrobras.</p>
<p>“Essa nova descoberta pode representar um aumento significativo das reservas”, argumenta o geofísico. Uma ótima notícia, levando-se em conta que a demanda global por petróleo deve crescer 45% até 2030 (em relação a 2006), independentemente do aumento da participação das fontes renováveis na matriz energética internacional. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética, entidade vinculada ao Ministério de Minas e Energia, e a Agência Internacional de Energia (International Energy Agency), os combustíveis não- renováveis ainda dominam a matriz energética mundial: 87%, contra 54% da matriz brasileira. Embora a correlação entre fontes renováveis e fósseis tenda a se tornar menos discrepante, no panorama mundial para os próximos 30 anos ainda predominam os combustíveis fósseis.</p>
<p>A questão primordial é que o petróleo continua sendo o principal impulsionador do desenvolvimento do planeta (seja ele sustentável ou não), nos moldes civilizatórios em que nos encontramos. Praticamente tudo ao nosso redor é feito de petróleo e de seus derivados ou depende deles para funcionar. Imagine o quanto desse recurso não-renovável é necessário para dar conta das exigências de consumo de 20 a 30 milhões de indianos e chineses que a todo ano melhoram de vida? Principalmente quando o carvão, vilão maior que o óleo, perde fôlego em todo o mundo.</p>
<p>“Estamos trabalhando para atender a uma demanda pelo combustível”, costuma repetir o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, aos ambientalistas xiitas que imaginam ser possível simplesmente ignorar esse tesouro, de valor incomensurável e ainda maldimensionado. Quanto ao gás carbônico produzido nos futuros campos, ele garante que será reinjetado nos próprios reservatórios para aumentar o fator de recuperação. “Além do mais, estamos investindo também no aumento da produção de energia limpa e renovável, como o biodiesel e o etanol”, argumenta ele, citando os programas de pesquisa e investimento no setor encabeçados pela empresa - são 194, 5 milhões de reais investidos em 166 projetos inovadores em áreas como reuso de água, monitoramento, ecossistemas, mudanças climáticas, combustíveis limpos.</p>
<p>Em 2008, a produção mundial de petróleo foi de 86 milhões de barris/dia. Considerando apenas os campos existentes em produção e seu declínio natural, projeta-se para 2030 uma produção de 31 milhões de barris/ dia. “Ao mesmo tempo, estima-se que a demanda global por petróleo será, em 2030, de 106 milhões de barris por dia. A diferença (aproximadamente 75 milhões) entre a produção esperada com base nos campos atuais e a elevada demanda deverá ser suprida de três formas: incorporação de novas descobertas; fontes alternativas de energia; maior eficiência energética”, afirma o professor Ildo Sauer, da USP.</p>
<p>Mais voraz, o mercado brasileiro vai praticamente triplicar sua demanda em 20 anos, em relação à expectativa de crescimento mundial (45%). Vamos passar dos 800 milhões de barris/ano consumidos atualmente para 1,8 bilhão, um incremento de 122% ou 1 bilhão de barris a mais. “A matriz energética brasileira terá forte presença dos renováveis, mas óleo e gás ainda representarão 44% do consumo de energia em 2030″, explica Sauer.</p>
<p>A garantia de suprimento, portanto, é questão de segurança nacional. Assim como a exploração de novas reservas desse ouro negro, que gera energia, cosméticos, componentes para foguetes, brinquedos, combustíveis, remédios, roupas, fertilizantes e milhares de outros produtos. Principalmente quando as projeções indicam que apenas 30% do petróleo a ser consumido virão dos campos já produtores.</p>
<p>Os campos do pré-sal inauguram um novo período histórico para o Brasil, tanto para sua autossuficiência em petróleo como para sua maior relevância na geopolítica mundial. “O Brasil não é só um ator importante no cenário internacional, do ponto de vista econômico, diplomático e agora também energético, em função do que promete o pré-sal. Ele pode se tornar ainda mais importante pelo fato de não se alinhar incondicionalmente às grandes potências”, analisa a economista e pesquisadora mexicana Rosío Vargas Suarez, doutora em Engenharia Energética e coordenadora de Estudos da Globalização da Universidade Nacional Autônoma do México. Ela, no entanto, alerta: “O pré-sal pode ser uma faca de dois gumes, se os brasileiros não o analisarem sob uma perspectiva estratégica, já que ele representa uma jóia desejada por essas grandes potências e suas empresas petrolíferas”.</p>
<p>Novo modelo</p>
<p>O pré-sal também tem potencial para transformar o perfil econômico do Brasil. Aliás já está fazendo isso. As demandas atuais e futuras, decorrentes da exploração e prospecção das novas jazidas, vêm movimentando inúmeros segmentos da vida nacional - dos laboratórios de pesquisas acadêmicas à indústria naval. Comércio, indústria, o setor bancário, prestadores de serviço, empreendedores de todos os portes: há uma corrida em busca de um naco de todo o investimento necessário para trazer à tona o óleo do pré-sal.</p>
<p>O custo para a extração e produção foi estimado em US$ 880 bilhões, em estudo encomendado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e divulgado recentemente pela Fundação Getúlio Vargas, para uma reserva conservadora, estimada em 40 bilhões de barris de óleo equivalente. A cifra pode dobrar, caso se confirme o potencial de 80 bilhões de barris a serem produzidos nos próximos 40 anos. De qualquer forma o custo por barril está em torno de US$ 22 dólares (US$ 8 para a extração e US$ 12 para a produção).</p>
<p>“A contribuição da Petrobras à economia do País é enorme. Para o período 2008-2012, sem o pré-sal, estima-se que ela agregue150 bilhões anuais à produção nacional, em média, sem contar a cadeia produtiva dos investimentos e a dos gastos operacionais”, afirma o professor Ildo Sauer. Só as compras da Petrobras geram, direta e indiretamente, um milhão de postos de trabalho por ano. Geram, também, forte impacto tecnológico, como analisa a mestranda em Engenharia de Produção da Poli/USP Simone Lara, em sua tese, “A influência do poder de compra da Petrobras no desenvolvimento tecnológico de seus fornecedores: o caso das empresas de serviços de engenharia.</p>
<p>Com o pré-sal, o estímulo ao avanço tecnológico se intensificou. Entre 2006 e 2009 a estatal investiu cerca de R$ 1,8 bilhão em qualificação e pesquisa de 50 temas relevantes para o pré-sal. São cerca de 80 as universidades e os institutos tecnológicos brasileiros integrados em sistema de redes temáticas.</p>
<p>Nos próximos três anos a Petrobras espera destinar mais de R$ 1,4 bilhão para essas redes e para o treinamento e qualificação de pessoal, por meio do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp). O programa já criou o Portal de Oportunidades da Cadeia de Suprimentos do Setor de Petróleo e Gás Natural, com o objetivo de fortalecer e preparar a cadeia de fornecedores necessária para dar conta da demanda.</p>
<p>Entre 2009 e 2013, a empresa calcula que gastará US$ 100 bilhões - dos US$ 174 bilhões projetados para investimentos no período - em pagamento aos seus fornecedores, um conjunto de cerca de 50 mil empresas. Mas esse número diz respeito apenas aos fornecedores diretos, que por sua vez terceirizam ou quarteirizam as encomendas, dando imensa capilaridade à rede. De qualquer forma, cerca de US$ 20 bilhões ao ano para a contratação de serviços e a compra de produtos é uma injeção de ânimo em qualquer economia.</p>
<p>Outra iniciativa da empresa vem sendo acertada com os seis maiores bancos do país: a criação de um portal para facilitar o crédito às empresas que compõem a cadeia do pré-sal. O diretor de relações com investidores da estatal, Almir Barbassa, explica que as empresas terão de atribuir notas aos seus fornecedores, sucessivamente, até o quarto elo da cadeia, modelo utilizado pela Petrobras com seus fornecedores diretos e que ajuda na avaliação de riscos na hora do empréstimo. Além disso, os candidatos a empréstimos terão de divulgar, a exemplo do que faz a estatal, seu cronograma de pagamentos, fazendo com que um recebível Petrobras possa gerar vários filhotes.</p>
<p>A proposta do marco regulatório em tramitação no Congresso prevê que o ritmo de exploração das reservas acompanhe o desenvolvimento da indústria nacional de equipamentos. Alguns setores, como a indústria naval, estão renascendo do marasmo de décadas. São 88 navios - um já em operação - sendo construídos nos próximos 15 anos para servir à estatal. “Hoje, 74% dos nossos investimentos são em conteúdo nacional. Nas licitações, nossa exigência mínima é de 65% de conteúdo local e o mercado está nos fornecendo 74%”, afirma Gabrielli.</p>
<p>Tudo o que se refere ao pré-sal tem escala impressionante, como a previsão de investimentos. que gira em torno de US$ 200 bilhões. “Não existe no mundo um investimento concentrado desse porte. Temos toda a condição de capitalizar esses recursos para o desenvolvimento do país e da indústria nacional”, avalia Alberto Machado, diretor executivo para Petróleo, Gás e Petroquímica da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), que implementou um Plano de Desenvolvimento Produtivo para dar suporte ao crescimento previsto.</p>
<p>“Precisamos de navios, compressores, árvores de natal molhadas, válvulas. Mas também de empresas que façam os botões de nossos uniformes e as ‘quentinhas’ para a área de produção”, afirma o presidente da Petrobras, dando uma panorâmica da multiplicidade de setores a se beneficiarem com o sucesso do pré-sal. “Ele favorece toda a cadeia produtiva da economia brasileira, uma vez que o crescimento econômico depende também do avanço da indústria do petróleo”, analisa.</p>
<p>ÓLEO LEVE</p>
<p>O novo fôlego da indústria petroquímica como um todo é outro efeito colateral positivo do pré-sal, já que ele abriga grandes volumes de óleo leve, de baixa acidez e alta qualidade. Essas características o tornam perfeito para a geração de nafta, o principal insumo do segmento - o outro é o gás -, com pouca disponibilidade no mercado interno. “O horizonte para a indústria petroquímica em termos de suprimento de matéria-prima era curto, ia até 2015. Para crescer teríamos de aumentar ainda mais a importação da nafta - hoje um terço dela vem de fora - o que inviabilizava a expansão da indústria. O pré-sal dá novo ânimo a esse setor, que cresce num múltiplo de 1,25 do PIB por ano e tem potencial para muito mais”, explica Nelson Pereira dos Reis, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).</p>
<p>O déficit comercial de 20 bilhões de dólares/ano, um dos maiores da balança nacional de pagamentos, tende a diminuir com a menor dependência das importações. “Da indústria têxtil à indústria de corantes e pigmentos, perdemos muita competitividade por conta do custo dos insumos. A indústria de alimentos também tem interface com a indústria química pela necessidade de conservantes, transformantes e embalagens”,argumenta Reis. Ele afirma que as oportunidades na esteira do pré-sal, aliadas à retomada da inovação, darão novo impulso ao setor. “Há muito espaço, por exemplo, para a indústria de fármacos voltar a ter espaço na fabricação de princípios ativos”, diz.</p>
<p>Na opinião, o pré-sal está ajudando na discussão desse novo parâmetro para o setor, inclusive na questão das matérias-primas renováveis e da química verde. “Com matéria-prima excedente, temos o mundo”, filosofa.</p>
<p>Outra vantagem do petróleo leve é que ele abriga volume mais significativo de gás do que o óleo pesado. A produção, estimada hoje em 50 milhões de metros cúbicos de gás por ano, pode se multiplicar por cinco, chegando a 250 milhões de metros cúbicos. A previsão é de um proeminente executivo do setor, que prefere se manter no anonimato. “Teremos muito mais gás para fabricar eteno, da cadeia do polietileno, de baixa e alta densidade, o plástico mais utilizado nas embalagens, por exemplo, e de maior volume de produção no mundo”, explica o executivo.</p>
<p>O eteno alimenta as caldeiras de potências petroquímicas - como a Braskem e a Dow - que o transformam em resinas termoplásticas, as matérias-primas de uma infinidade de produtos essenciais à vida. “Há desde os tubos de 2 metros de diâmetro para transporte de efluentes até cateteres milimétricos. Da indústria automobilística à da microinformática, passando pela construção civil e a linha branca, não há setor que possa prescindir dos plásticos”, afirma Francisco de Assis Esmeraldo, presidente do Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos.</p>
<p>Segundo ele, o setor plástico abrange 11 mil empresas, que geram emprego e renda em todo os rincões do Brasil. Isso porque as resinas utilizam apenas 4% da produção mundial de petróleo - os 96% restantes vão para gasolinas, óleo combustível, óleo diesel, asfalto, aquecimento, geração de energia e obtenção de outros produtos químicos (ver quadro).</p>
<p>O excedente de nafta de boa qualidade e gás permitirá ao Brasil entrar no jogo internacional da oferta de petroquímicos com outra correlação de forças. “Claro que o aumento da nossa competitividade dependerá de uma série de fatores, mas, a princípio, os Impactos do pré-sal são todos positivos para o país, porque seus bons resultados e os avanços tecnológicos que ele pressupõe vão se disseminar por toda sociedade”, acredita Assis.<br />
A maior disponibilidade de gás (matéria-prima dos fertilizantes nitrogenados) também reduz a vulnerabilidade de outro setor estratégico para o país: o agrícola, no qual o Brasil ocupa o primeiro lugar em exportações líquidas (a diferença entre o que entra e sai do país em comoditties agrícolas). “O gás natural se transforma em amônia, insumo da uréia, matéria-prima de fertilizante que vem 60% de fora”, diz o representante da Abiquim.</p>
<p>Com tanta abundância prometida, o pré-sal parece nossa galinha dos ovos de ouro, um oráculo a iluminar o caminho para a solução de problemas tão gigantescos quanto as jazidas que abriga. “O petróleo é, cada vez mais, um recurso geopolítico. As grandes reservas mundiais, hoje, estão sob o controle dos Estados nacionais e de suas empresas estatais”, ressalta o professor Ildo Sauer, especialista em Energia da USP.</p>
<p>Rosío Suarez, a economista mexicana, alerta: “As pressões para os brasileiros compartilharem receitas de petróleo e produção serão imensas. A competição pelos recursos energéticos remanescentes inscreverá, necessariamente, o pré-sal brasileiro na ótica geopolítica dos Estados Unidos, por fazer parte do hemisfério onde eles ainda podem exercer sua maior influência. Além disso, grandes potências têm a capacidade de gerar mecanismos financeiros e sugar os benefícios da riqueza petrolífera, como acontece no México.”</p>
<p>Alguns especialistas afirmam que já estamos sendo alvo de lobbies internacionais, que, de olho nessa riqueza, chegaram a afirmar que a Petrobras não seria capaz de levantar os recursos necessários para a exploração e a produção do pré-sal. “Não precisamos de parceria e o sistema de partilha é despropositado. Só teriam sentido em três casos: carência de capital, de tecnologia e alto risco. Com 80 bilhões de barris levantamos dinheiro em qualquer banco; em tecnologia a Petrobras é a melhor do mundo e nos 13 furos já feitos o índice de sucesso foi de 100%, portanto o risco é baixíssimo”, argumenta o exploracionista e geólogo João Vitor Campos<br />
Frente a tantas certezas, a previsão é de que a estatal seja a operadora única das áreas. “A Petrobras é atualmente a maior operadora do mundo em águas profundas, com 22% de participação. Ao controlar a operação, a Companhia mantém o conhecimento adquirido com os campos do pré-sal no país, o que é fundamental do ponto de vista estratégico”, defende o presidente da empresa, José Gabriell, que conclui apontando mais uma vantagem nacional: “Não há grande companhia no mundo que tenha produção, refino e mercado consumidor tão próximos, como ocorre no Brasil”.</p>
<p>(Envolverde)</p>
<p>Comente esta notícia, mande-nos um e-mail:<br />
e-mail: contato@martinsreciclagem.com<br />
Coleta de óleo de cozinha usado, gordura de fritura, gordura animal e vegetal usado em restaruantes, residência, comércio em geral.</p>


<!-- Begin TwitThis script (http://twitthis.com/) -->
<div style="text-align:left;">
<script type="text/javascript" src="http://s3.chuug.com/chuug.twitthis.scripts/twitthis.js"></script>
<script type="text/javascript">
<!--
document.write('<a href="javascript:;" onclick="TwitThis.pop();"><img src="http://s3.chuug.com/chuug.twitthis.resources/twitthis_grey_72x22.gif" alt="TwitThis" style="border:none;" /></a>');
//-->
</script>
</div>
<!-- /End -->

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.martinsreciclagem.com/new/?feed=rss2&amp;p=643</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Quatro rios unidos contra as ‘monstro-hidrelétricas&#8217;</title>
		<link>http://www.martinsreciclagem.com/new/?p=642</link>
		<comments>http://www.martinsreciclagem.com/new/?p=642#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 11:50:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>martins</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.martinsreciclagem.com/new/?p=642</guid>
		<description><![CDATA[Quatro rios unidos contra as ‘monstro-hidrelétricas&#8217; 
IHU On-line
Emocionante, é como Telma Monteiro define a realização do I Encontro dos Povos e Comunidades Atingidas e Ameaçadas por grandes projetos de infraestrutura, nas bacias dos rios da Amazônia: Madeira, Tapajós, Tele Pires e Xingu, que aconteceu na cidade de Itaituba, no Pará. Mais de 600 pessoas, entre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quatro rios unidos contra as ‘monstro-hidrelétricas&#8217; </p>
<p>IHU On-line</p>
<p>Emocionante, é como Telma Monteiro define a realização do I Encontro dos Povos e Comunidades Atingidas e Ameaçadas por grandes projetos de infraestrutura, nas bacias dos rios da Amazônia: Madeira, Tapajós, Tele Pires e Xingu, que aconteceu na cidade de Itaituba, no Pará. Mais de 600 pessoas, entre elas indígenas, quilombolas, ribeirinhas, e também pequenos agricultores e representantes de organizações não governamentais, estiveram presentes no evento, que conseguiu construir o manifesto contra Belo Monte e estabelecer “uma aliança dos povos, das etnias, das comunidades e populações tradicionais”. A ambientalista participou do encontro, onde falou sobre as ações judiciais contra a construção da Usina de Belo Monte e, depois, concedeu, por telefone, a entrevista a seguir à IHU On-Line.</p>
<p>Telma diz que o encontro proporcionou ainda que se firmasse “um compromisso de luta e de resistência contra esses projetos que foram construídos sem consultar a sociedade”. Alguns grupos e povos viajaram até 12 horas para poder participar das discussões e debates em torno das obras que vão influenciar a vida de quem depende dos rios Tapajós, Xingu, Teles Pires e Madeira. Encantada com a dedicação do povo indígena Munduruku, ela explica que o discurso deles é de que só sairão de seu espaço original mortos. “Esse povo está fazendo um esforço de concentração que me surpreendeu tanto nesses dias. A disciplina dele era tão grande que, quando você começava a explicar as coisas, seus membros ficavam tão vidrados para aprender, para ter alguma forma de conhecimento, de informação, e, assim, poderem lutar contra essas ameaças”, afirma.</p>
<p>Telma Monteiro é coordenadora de Energia e Infraestrutura Amazônia da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé.</p>
<p>Confira a entrevista.</p>
<p>IHU On-Line - Quais foram suas impressões do encontro em Itaituba?</p>
<p>Telma Monteiro - Foi surpreendente, emocionante. Estavam presentes no Parque de Exposições de Itaituba mais de 600 pessoas, representantes das etnias indígenas de Rondônia, do Pará, do Mato Grosso, dos rios Madeira, Tapajó, Teles Pires e Xingu. Estavam presentes os Munduruku, a etnia que sofrerá um grande impacto com as hidrelétricas do rio Tapajós, também tinha representantes dos ribeirinhos, dos agricultores familiares, das comunidades quilombolas. O mais interessante de tudo é que eles estavam tão ávidos por informações, estavam atentos às apresentações.</p>
<p>No primeiro dia (25) do encontro, houve um ato na beira do rio Tapajós na instalação do evento; e, no dia seguinte, começaram os trabalhos. Logo cedo nós tivemos duas mesas com apresentações de especialistas do Ministério Público. Eu apresentei, junto com o procurador Felício Pontes, sobre as ações judiciais de Belo Monte e fizemos um contraponto mostrando as singularidades das inconsistências do processo de licenciamento tanto de Belo Monte como do Madeira. Conseguimos, assim, mostrar, inclusive, como o governo age de forma igual para passar o verdadeiro trator por cima de comunidades, de povos indígenas, da biodiversidade. Os indígenas, principalmente, fizeram muitas perguntas depois das exposições. Percebe-se que eles estão sedentos por informações, para que possam cada vez mais confirmar realmente que estão sendo violentados e que seus direitos estão sendo violados.</p>
<p>Com isso, fizemos uma representação ao Ministério Público Federal sobre três pontos importantes no processo de licenciamento que violam as leis ambientais e aproveitamos que estavam todas as organizações e associações presentes para que esse documento fosse assinado e se tornasse mais forte. No dia 27, nós fizemos um manifesto chamado de Carta dos 4 Rios. Após as 14 horas, todos foram para a cidade de Itaituba e começamos uma caminhada em defesa da vida a partir da Praça do Povo, e caminhamos cinco quilômetros e meio pelas ruas da cidade.</p>
<p>E encerramos essa caminhada na beira do rio Tapajós com um lindo abraço simbólico. Nós paramos a cidade; as pessoas ficaram muito atentas com o que estava sendo falado. Assim, mais de 700 pessoas participaram da caminhada, foi muito bonito. O sol era escaldante, o dia estava muito quente, mas todos estavam lá, os indígenas, os quilombolas, os ribeirinhos, os agricultores familiares, os representantes das organizações não governamentais.</p>
<p>IHU On-Line - O editorial da Rádio Rural de Santarém diz que a ausência dos habitantes de Itaituba no primeiro dia do evento foi algo surpreendente. O que aconteceu?</p>
<p>Telma Monteiro - Nós, de fora, não percebemos essa ausência, até porque eram tantos os participantes. Tinha gente da região de Rondônia, Belém, Altamira… Mas, realmente, agora você está me chamando atenção para este fato e percebo que houve uma ausência dos representantes da sociedade de Itaituba. Durante a minha estada nesta localidade, eu conversei com algumas pessoas, com motoristas de táxi, por exemplo, que me afirmaram categoricamente que são contra as hidrelétricas planejadas para Tapajós. Conversei com o dono de um supermercado que tinha recém inaugurado na Transamazônica e ele quis saber o que nós estávamos fazendo, queria saber detalhes e dizia que também não concordava com a construção das hidrelétricas. Então, é de se estranhar que as pessoas não tenham ido ao encontro. Eu tive a impressão que algumas participaram da caminhada em defesa da vida.</p>
<p>IHU On-Line - Deu para conversar com o povo da cidade?</p>
<p>Telma Monteiro - Consegui conversar com a dona do hotel, com os funcionários, com gente do restaurante e todos eles queriam saber o que estava acontecendo e, no final, todos tinham alguma coisa a dizer contra as hidrelétricas. Eu até entendo que a cidade estava vivendo uma pressão muito grande porque a nossa caminhada passou por vários comitês de candidatos. Nós estamos em meio a campanhas eleitorais e, talvez, eles tenham se sentido pressionados para não participarem disto de alguma forma. A presença mais acintosa de alguns políticos na região pode ter inibido um pouco a participação da sociedade de Itaituba. Algumas pessoas andaram de ônibus por até 12 horas para participar do evento. Foi uma grande surpresa e uma grande felicidade perceber que estavam todos unidos e dali saiu uma grande aliança para o enfrentamento destes projetos hidrelétricos na Amazônia. Não somente dos projetos hidrelétricos como das hidrovias, das linhas de transmissão. Nós falamos muito sobre isso, despertamos os participantes para os direitos e as ferramentas que eles têm, por exemplo, de representação no Ministério Público, de instâncias internacionais de direitos humanos. De lá saímos, inclusive, com a formação de um novo grupo de especialistas para analisar os procedimentos e os processos de licenciamentos de Tapajós e Teles Pires, nos quais eu também estarei presente.</p>
<p>IHU On-Line - Que povos indígenas estavam presentes no encontro?</p>
<p>Telma Monteiro - Os Munduruku foram os que tiveram uma presença mais maciça, estavam os Caritianas de Rondônia, e tinha povos indígenas do Xingu e do Tapajós.</p>
<p>IHU On-Line - Quem são os Munduruku e qual a importância deles para esse evento?</p>
<p>Telma Monteiro - Eu fiquei muito emocionada de encontrar o povo Munduruku. Eles têm toda uma relação com os rios, principalmente com os da Amazônia, porque a vida deles gira em torno do rio. Todos os eventos, por exemplo, das mulheres Munduruku, que são muito bonitas, mulheres lindas, são ligados tradicionalmente ao rio Tapajós, principalmente. O paraíso no rio Tapajós, com uma série de 99 cachoeiras e corredeiras, é como se fosse um palco sagrado para cantos e danças das mulheres Mundurukus. E isso tudo está sendo ameaçado. Eles acreditavam que o seu Deus tão poderoso transformaria homens em animais, protegeria os Mundurukus da caça, da pesca ou do ataque ao seu rio e teriam com segurança a preservação da natureza e da sua sobrevivência.</p>
<p>Agora, com o planejamento das hidrelétricas no rio Tapajós, esse território sagrado está totalmente ameaçado. Quem ousaria, segundo os Mundurukus, ameaçar aquilo que o deus deles criou para sua felicidade? Esse povo está fazendo um esforço de concentração que me surpreendeu tanto nesses dias. A disciplina dele era tão grande que, quando você começava a explicar as coisas, eles ficavam tão vidrados para aprender, para ter alguma forma de conhecimento, de informação, e, assim, poderem lutar contra essas ameaças. O depoimento deles é: “nós só vamos sair daqui mortos”.</p>
<p>IHU On-Line - Qual é a presença do governo na região?</p>
<p>Telma Monteiro - É esse o grande problema. Itaituba não tem saneamento básico, não tem água tratada, o esgoto corre a céu aberto. No entanto, a cidade toda é coberta por sinal de internet. Você senta na praça, pega um notebook e está ligado. Tem sinal wireless na cidade inteira. Aí você vê a discrepância. O papel do estado não está sendo cumprido porque essas pessoas têm um problema sério com relação ao saneamento básico. Existe uma inversão de funções, o papel do governo seria o de criar formas para resolver os problemas da população. No entanto, o que o governo faz? Cria formas de resolver o caixa de grandes empreiteiras.</p>
<p>IHU On-Line - Você acha que o encontro atingiu seus objetivos principais?</p>
<p>Telma Monteiro - Nós ficamos muito satisfeitos, pois foi uma das poucas vezes que vimos algo tão positivo e tão produtivo. Nós conseguimos fazer o manifesto contra Belo Monte, assim como uma aliança dos povos, das etnias, das comunidades e populações tradicionais e, assim, firmar um compromisso de luta e de resistência contra esses projetos que foram construídos sem consultar a sociedade. Agora, pretendemos levar esse encontro para outros locais que também poderão ser afetados com esses projetos.</p>
<p>(IHU-On line)</p>
<p>Comente esta notícia, mande-nos um e-mail:<br />
e-mail: contato@martinsreciclagem.com<br />
Coleta de óleo de cozinha usado, gordura de fritura, gordura animal e vegetal usado em restaruantes, residência, comércio em geral.</p>


<!-- Begin TwitThis script (http://twitthis.com/) -->
<div style="text-align:left;">
<script type="text/javascript" src="http://s3.chuug.com/chuug.twitthis.scripts/twitthis.js"></script>
<script type="text/javascript">
<!--
document.write('<a href="javascript:;" onclick="TwitThis.pop();"><img src="http://s3.chuug.com/chuug.twitthis.resources/twitthis_grey_72x22.gif" alt="TwitThis" style="border:none;" /></a>');
//-->
</script>
</div>
<!-- /End -->

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.martinsreciclagem.com/new/?feed=rss2&amp;p=642</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Empresas se articulam para contribuir com rede de projetos sociais</title>
		<link>http://www.martinsreciclagem.com/new/?p=641</link>
		<comments>http://www.martinsreciclagem.com/new/?p=641#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 10:40:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>martins</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.martinsreciclagem.com/new/?p=641</guid>
		<description><![CDATA[Empresas se articulam para contribuir com rede de projetos sociais 
Fonte: Mercado Ético - Sarah Fernades, do Aprendiz
Oito empresas instaladas na região da Barra Funda, na capital paulista, se uniram a uma rede de instituições públicas e comunitárias que trabalha para estimular atividades culturais e de combate à desigualdade no bairro. A ideia é que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Empresas se articulam para contribuir com rede de projetos sociais </p>
<p>Fonte: Mercado Ético - Sarah Fernades, do Aprendiz</p>
<p>Oito empresas instaladas na região da Barra Funda, na capital paulista, se uniram a uma rede de instituições públicas e comunitárias que trabalha para estimular atividades culturais e de combate à desigualdade no bairro. A ideia é que os empresários ajudem a cobrar ações do poder público e participem dos projetos com voluntários, verba e doação de materiais.</p>
<p>Para o trabalho conjunto, representantes das empresas participaram, na última terça-feira (24/8), do Seminário para Desenvolvimento Empresarial e Social da Barra Funda, realizado pela rede Nossa Barra, uma articulação de organizações sociais do bairro. Integrada ao Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a rede realiza desde 2008 intervenções artísticas, oficinas de comunicação comunitária e programas de proteção a criança e adolescente.</p>
<p>No evento, as empresas puderam apresentar as ações sociais que já realizam, conhecer os projetos da rede e propor ideias de como podem contribuir com eles. Entre as ações apresentadas está a revitalização de praças, a criação de uma cartilha ambiental e uma biblioteca ambulante.</p>
<p>“As empresas tem responsabilidade sobre as condições de vida da sociedade”, avaliou o representante da empresa de construção civil MBergmann, Marcelo Bergmann. “Não adianta procurarmos culpados, temos que nos comprometer com as mudanças”, declarou. Participaram também representantes de empresas como Shopping West Plaza e Rede Record, além da Fundação Rotary da Barra Funda.</p>
<p>Todas as empresas participantes assinaram uma carta de demandas do bairro que será entregue ao poder público. Na lista reivindicações está o apoio aos projetos para crianças e adolescentes, obras de infraestrutura para prevenção de enchentes, maior fiscalização sobre o descarte ilegal de entulho, apoio às cooperativas de catadores e urbanização da favela do Moinho.</p>
<p>Além da carta, duas empresas já manifestaram interesse em apoiar os projetos. Uma delas quer incentivar os funcionários a trabalhar como voluntários na iniciativa com que mais se identificarem e outra quer ajudar na elaboração da cartilha ambiental e apoiar os grupos de intervenção artística da Escola Estadual Canuto do Val, localizada no bairro.</p>
<p>“É importante focar todo o trabalho na redução da desigualdade”, sugeriu a coordenadora do Unicef em São Paulo, Anna Penido, que participou do evento. “Só o poder público não é suficiente para suprir as demandas. É preciso fortalecer a sociedade para que ela faça isso. A mudança depende do empoderamento social”.</p>
<p>Entre as ações da rede está a construção da Agência Comunitária de Notícias, onde estão disponíveis informações sobre a região. O endereço é http://www.nossabarra.org.br.</p>
<p>(Aprendiz)</p>
<p>Ação Sustentável -<br />
Recolhimento de óleo de cozinha usado em toda cidade de São Paulo e Grande São Paulo, gordura animal e vegetal, óleo de fritura em geral. www.martinsambiental.com.br<br />
Tel. 011-3592-4795</p>


<!-- Begin TwitThis script (http://twitthis.com/) -->
<div style="text-align:left;">
<script type="text/javascript" src="http://s3.chuug.com/chuug.twitthis.scripts/twitthis.js"></script>
<script type="text/javascript">
<!--
document.write('<a href="javascript:;" onclick="TwitThis.pop();"><img src="http://s3.chuug.com/chuug.twitthis.resources/twitthis_grey_72x22.gif" alt="TwitThis" style="border:none;" /></a>');
//-->
</script>
</div>
<!-- /End -->

]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.martinsreciclagem.com/new/?feed=rss2&amp;p=641</wfw:commentRss>
		</item>
	</channel>
</rss>
