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ESTUDO BRITÂNICO DEMONSTRA QUE ESTAMOS EQUIVOCADOS SOBRE AS SACOLAS PLÁSTICAS

Posted at 25/04/2011 | By : | Categories : Artigos | Comentários desativados em ESTUDO BRITÂNICO DEMONSTRA QUE ESTAMOS EQUIVOCADOS SOBRE AS SACOLAS PLÁSTICAS

ESTUDO BRITÂNICO DEMONSTRA QUE ESTAMOS EQUIVOCADOS SOBRE AS SACOLAS PLÁSTICAS

Fonte: Silva Porto Consultoria

Já usamos muitas vezes aqui no ECOINOVAÇÃO uma frase de Albert Einstein: “Nosso maior erro é fazer sempre as mesmas coisas e esperar resultados diferentes”. Portanto, como diz o grande físico, não será o sistema que causou o problema que trará a solução.
Apesar disso, continuamos imaginando que a sustentabilidade é algo fácil de alcançar, que com medidas simplistas superaremos a condição insustentável em que estamos vivendo há séculos, sem a necessidade de grandes mudanças em nossa forma de manipular, consumir, comercializar e gerir os recursos naturais. O maior exemplo dessa visão estreita é a compensação de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) através do plantio de árvores. Nada mais simples, mais fácil e mais a gosto dos marqueteiros.
A moda atual é criar leis para proibir as sacolas plásticas. Vereadores e deputados ávidos por espaço na mídia fingem preocupar-se com o meio ambiente, lutando para banir as sacolas plásticas dos supermercados e lojas. E a população, sem qualquer consciência do que seja sustentabilidade, acaba apoiando essas iniciativas dos legisladores.
Felizmente, existem profissionais e cientistas que buscam colocar as coisas nos devidos lugares. Em fevereiro último, a Agência Ambiental da Inglaterra realizou um amplo estudo para avaliar qual o tipo de embalagem de supermercado que mais causa impactos ao meio ambiente.
Foram avaliadas os seguintes tipos de embalagens:

a) Sacola plástica comum (de polietileno de alta densidade – PEAD);

b) Sacola plástica de PEAD com aditivo para elevar a biodegradabilidade (tipo oxibiodegradável);

c) Sacola plástica feita de material renovável (plástico verde à base de amido);

d) Sacola de papel;

e) Sacolas duráveis (ecobags) de polietileno de baixa densidade (PEBD), de polipropileno e de tecido de algodão.

O estudo empregou a ferramenta Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), que analisa os impactos ambientais de todas as fases do produto (extração de matéria-prima, manufatura, distribuição, uso, reuso e descarte). Em cada uma das etapas do ciclo de vida foi contabilizada, para cada modelo de sacola, a quantidade de gases causadores do efeito estufa emitidos pelo consumo de energia na fabricação e no transporte das mercadorias, além dos desperdícios de materiais durante o processo. Foram avaliados também os impactos em relação à depleção de recursos naturais, eutrofização, toxicidade, formação de smog fotoquímico, etc.
Os resultados surpreenderam muita gente. As principais conclusões do estudo foram:

1) A grande parcela dos impactos ambientais está relacionada ao consumo de recursos naturais e à produção das sacolas. Outros aspectos, como transporte e destinação final, têm pouco peso no impacto total;

2) As sacolas feitas de plástico verde (à base de amido) têm maior impacto ambiental que as sacolas plásticas comuns;

3) A chave para reduzir o impacto do uso das sacolas é reutilizá-las o maior número de vezes possível. O uso de sacolas como sacos de lixo é muito benéfica;

4) Considerando o impacto para o Aquecimento Global, a sacola plástica comum é a mais sustentável. As sacolas de papel, plástico resistente (polipropileno) e algodão consomem mais matéria-prima e energia para sua fabricação. Por isso, teriam que ser reutilizadas 3, 11 ou 131 vezes, respectivamente, para causar menos danos ambientais que uma sacola plástica usada apenas uma vez

As conclusões desse estudo apenas comprovam nossa ignorância sobre o conceito e os princípios da sustentabilidade. Por mais que seja possível argumentar que o estudo foi feito para as condições britânicas, onde a matriz energética é muito mais suja do que a nossa; por mais que se diga que o estudo não considerou o descarte irregular de sacolas (nas ruas e rios); as conclusões servem para nos mostrar que a questão não é tão simples como imaginamos e como os legisladores gostam de tratar.
Aliás, outro ponto interessante é a moda por aqui das ecobags feitas de tecido de algodão. Nada mais incoerente. Criou-se um mito de que o plástico, por ser lentamente biodegradável, é ruim para o ambiente. Ora, se a embalagem for projetada para ser reutilizada inúmeras vezes, deve ser confeccionada com o material mais durável possível (sem substâncias tóxicas, obviamente). Nossos avós já sabiam disso. Eles pagavam mais caro, à época, por sacolas de polipropileno, que duravam mais, em detrimento de sacolas de tecido de algodão, que eram mais acessíveis. Usar uma ecobag de tecido de algodão é o mesmo que usar uma embalagem tipo Tupperware feita de papelão.

O estudo da Agência Ambiental Britânica demonstra o quanto é complexa a questão da sustentabilidade. Ele deve servir de exemplo para que busquemos redefinir nossa forma de pensar e agir e não sair atrás de soluções simplistas e midiáticas.

Não importa se o estudo A ou B concluiu que a sacola plástica é melhor ou pior. O que não podemos é simplesmente pegar as embalagens que estão aí, que não foram desenvolvidas com base na sustentabilidade, e proibir aquelas que achamos mais prejudiciais ao ambiente. O buraco é mais embaixo.

O estudo completo (em inglês) pode ser copiado no link abaixo:

www.silvaporto.com.br/admin/downloads/CICLO_DE_VIDA_SACOLAS_PLASTICAS.PDF

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