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Alemanha decide abandonar a geração nuclear de energia

Posted at 02/07/2011 | By : | Categories : Artigos | Comentários desativados em Alemanha decide abandonar a geração nuclear de energia

Alemanha decide abandonar a geração nuclear de energia

Fonte: Mercado Ético – Fernanda B. Müller, do Instituto CarbonoBrasil

Com 513 votos a favor e apenas 79 contra e 8 abstenções, o pacote de leis aprovado determina que oito reatores em moratória desde março de 2011 não serão religados e que os outros nove reatores (que atualmente fornecem 23% da energia no país) serão gradualmente desativados.

“Isto é mais do que consenso para a saída do nuclear, isto é consenso para a transição para a energia renovável”, enfatizou a chanceler Angela Merkel, após anos de manifestação popular contra a reativação da política nuclear no país.

A ONG Greenpeace festejou a aprovação das leis, especialmente por não conterem brechas para a extensão do período de desligamento, como havia acontecido no ano passado quando o governo decidiu aumentar em 14 anos a vida útil das usinas.

Além disso, o pacote inclui leis que garantirão a transição para fontes renováveis de energia, incluindo a aceleração dos investimentos em novas redes, aumento da eficiência energética, incentivos para energia eólica no Mar do Norte e tarifas feed-in (de alimentação da rede) revisadas para eletricidade renovável.

A nova lei também traz incentivos fiscais para renovação de edifícios construídos antes de 1995, para que alcancem padrões atuais de aquecimento e isolamento térmico.

Até 2020 o país terá que dobrar a fatia atual de 17% de fontes renováveis no mix energético.

A segunda maior companhia de energia da Alemanha, a RWE, declarou que já perdeu valor no mercado devido à decisão do país de acabar com a energia nuclear.

Para reconquistar a confiança dos investidores, o chefe comercial da empresa Leonhard Birnbaum disse que a RWE pretende continuar com seus planos de construção de novas usinas, fazendas eólicas, estocagem de gás natural e identificação de novos projetos.

A agência atômica russa disse a um jornal alemão que está planejando exportar energia para a Alemanha já que 28 novas usinas nucleares devem ser construídas até 2030. Porém, Merkel comentou que prefere que os distribuidores de energia não comprem energia nuclear dos países vizinhos para suprir o déficit pós 2022.

Desafio

O jornal Deutsche Welle resolveu acompanhar o intenso trabalho de desativação da usina de Rheinsberg, 90 Km ao norte da capital Berlin. Nenhum watt de eletricidade é produzido na usina desde 1995, porém os trabalhadores ainda estão lá batalhando no desmantelamento da estrutura contaminada, o que se mostrou muito mais difícil do que se pensava quando foi construída na década de 1960.

A questão da estocagem dos resíduos radioativos é uma barreira essencial que a Alemanha terá que transpor nos próximos anos.

O Greenpeace expressou preocupação com o destino dos rejeitos nucleares ainda sem solução e com os onze anos que os reatores mais novos ainda estarão em operação. Um estudo da ONG conclui que o desligamento total poderia ser alcançado até 2015.

Os resíduos de Rheinsberg estão sendo direcionados para um local de armazenamento próximo à Greifswald, na costa do Mar Báltico, porém não há espaço para abrigar todo o material retirado das 17 usinas restantes, segundo o DW.

O setor industrial alemão e os vizinhos do país temem que a mudança na política nuclear resulte no aumento dos preços da energia, devido ao aumento na demanda por gás e renováveis, e coloque em risco o fornecimento de energia na maior economia da Europa.

Um outro ponto de interrogação é se o fim da era nuclear na Alemanha levará ao aumento do uso de combustíveis fósseis ou se o desenvolvimento da energias renováveis caminhará rápido o suficiente para evita isto.

O fato é que o pacote de leis é sem precedentes e marca o final de um drama político que começou com os movimentos contra a energia nuclear no país na década de 1970.

(Instituto CarbonoBrasil)

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