Aquecimento

Levantamento subsidiará simulador de mudança climática

Posted at 04/06/2011 | By : | Categories : Aquecimento | Comentários desativados em Levantamento subsidiará simulador de mudança climática

Levantamento subsidiará simulador de mudança climática

Fonte: Mercado Ético – Marecelo Pellegrini, da Agência USP de Notícias

Está em curso no Brasil um levantamento inédito sobre como o clima e o aumento do nível do mar no passado influenciaram a biodiversidade e a ocupação humana no território brasileiro. O estudo está coletando dados de pelo menos dez mil anos atrás, visando criar modelos ambientais para simular o quanto o avanço do mar e as mudanças climáticas influenciarão nos biomas brasileiros. “Nosso objetivo é caracterizar o que aconteceu no passado, para entendermos o presente e tentar estimar o que acontecerá no futuro, se modificações ambientais semelhantes ocorrerem”, diz Luiz Carlos Ruiz Pessenda, coordenador do estudo.

De acordo com o levantamento realizado pelo grupo de pesquisa do Laboratório 14C, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA) da USP, em Piracicaba, o nível do mar já esteve até cinco metros acima do atual há cerca de cinco mil anos. Segundo Pessenda, responsável pelo Laboratório e pelo estudo, a elevação do nível do mar juntamente com as mudanças climáticas ocorridas nos últimos milhares de anos pode estar associado à evolução da vegetação costeira das regiões Norte, Nordeste e Sudeste do País.

“O clima menos úmido que afetou, há cerca de nove ou até quatro mil anos atrás, o sul da amazônia, o Nordeste e o Sudeste do Brasil, fez a vegetação arbustiva e herbácea do Cerrado e dos campos avançarem sobre as florestas. Agora, queremos verificar na costa do estado do Espírito Santo se este quadro tem relação com o aumento do nível do mar, constatado em estudos desenvolvidos no País”, afirma. De acordo com Pessenda, a expansão das florestas (Amazônica e Atlântica) para o tamanho atual ocorreu principalmente nos últimos três mil anos devido ao aumento da umidade no continente sul-americano.

Coleta de dados
A primeira fase do estudo foi realizada na reserva natural da Vale, no estado do Espírito Santo, durou três anos e está em fase de conclusão. A escolha da reserva deve-se a esta ser uma área de Mata Atlântica e campos (vegetação arbustiva e herbácea) nativos, que possuíam informações preservadas sobre a evolução e variação da vegetação e do ambiente.

“Registramos em sedimentos de um lago da reserva da Vale, situado a aproximadamente 23 quilômetros do mar, influências marinhas que datam de pelo menos oito mil anos”. Entre os sedimentos encontrados estão pólen de espécies de manguezais e fragmentos de algas e esponjas marinhas. Ao mesmo tempo, medições de isótopos do Carbono e Nitrogênio do sedimento também constataram a influência marinha em um período de oito a três mil anos atrás.

Sedimentos da Lagoa do Macuco, registraram influência marinha há 1200 anosSedimentos da Lagoa do Macuco, registraram influência marinha há 1200 anos

Outro fator que pode ter influenciado na sobreposição dos biomas é o tipo de solo . “Pretendemos verificar também, além das variações climáticas e marinha, qual a importância dos solos na fixação de árvores típicas da floresta. Como o solo de partes da Amazônia é arenoso, ele pode ter dificultado a fixação de árvores e facilitado o avanço de ervas e arbustos para estas áreas, formando os campos nativos” , defende.

No entanto, a constatação da relação entre o aumento do nível do mar, a queda da umidade na região central do Brasil e o avanço da vegetação florestal sobre os campos, ou vice-versa, depende da segunda fase do estudo, que levará cerca de cinco anos para ser finalizada. Nesta fase, também se verificará até aonde foi o avanço do oceano Atlântico para dentro do continente e o quanto esse avanço influenciou na colonização das populações humanas na região nos últimos milhares de anos.

Mais informações: pessenda@cena.usp.br

(Agência USP de Notícias)

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